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Ministério Público vai investigar morte de jovem supostamente atingida por tiro acidental

Ana Júlia Pereira, de 19 anos, foi baleada pelo próprio companheiro; Matheus Augusto Pinto alega que não foi intencional
Ministério Público vai investigar morte
Ana Júlia Pereira, de 19 anos, foi baleada pelo próprio companheiro; Matheus Augusto Pinto alega que não foi intencional

Ana Júlia Pereira, de 19 anos, foi baleada pelo próprio companheiro; Matheus Augusto Pinto alega que não foi intencional

O Ministério Público acompanha as investigações sobre a morte de Ana Júlia dos Santos, que morreu em 28 de abril, quase 24 horas depois de ser atingida por um tiro no tórax dentro de casa. O principal suspeito é o marido da jovem, Mateus Augusto Pinto, 19 anos, vendedor, que afirma ter disparado a arma acidentalmente enquanto a manuseava.

Apuração em curso

Segundo o promotor Marcos Túlio Nicolino, a única versão registrada até o momento é a apresentada pelo suspeito, que alega ter sido um disparo acidental. “Até agora o que nós temos é a versão dele no sentido que foi um disparo acidental. É claro que a polícia precisa aprofundar agora as investigações. Nós não somos vizinhos, somos viparentes. Os laudos periciais precisam estar juntados no inquérito”, afirmou o promotor.

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A polícia realiza os procedimentos necessários para esclarecer as circunstâncias do caso. Os laudos periciais, que podem confirmar a dinâmica do disparo, ainda não foram divulgados oficialmente e serão anexados ao inquérito. As autoridades também destacam a importância da análise de mensagens e áudios nos celulares do casal para compreender o contexto da relação e verificar indícios de violência anterior.

Consequências penais possíveis

O promotor explicou que o desfecho das perícias e da investigação é determinante para o enquadramento criminal. Se for confirmada a versão de disparo acidental, Mateus poderá responder por homicídio culposo. Caso fique comprovada intenção de matar, a acusação pode ser por homicídio doloso qualificado, com a qualificadora de feminicídio, o que implicaria em penas mais severas.

Até o momento, não há divulgação pública de resultados dos exames periciais nem de outras provas que possam esclarecer se houve intenção ou negligência. Ministério Público e polícia seguem acompanhando o caso para garantir a completa apuração dos fatos.

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As autoridades pedem cautela quanto a informações preliminares e ressaltam que a investigação seguirá até que os laudos e as demais provas sejam analisados e inseridos no inquérito, permitindo a definição do rumo processual.

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