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Nesta terça-feira (26) é celebrado o Dia dos Avós em vários países

Sobre a importância da comunicação não-violenta com essas pessoas, ouça a entrevista com a professora Luciana Morilas

Sobre a importância da comunicação não-violenta com essas pessoas, ouça a entrevista com a professora Luciana Morilas

Neste Dia dos Avós, uma questão crucial ganha destaque: a violência contra idosos, muitas vezes praticada dentro do próprio lar. Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apontam que, de janeiro a junho de 2022, mais de 35 mil denúncias de violação de direitos humanos contra idosos foram registradas, com mais de 87% dos casos ocorrendo em ambiente familiar, e os filhos como principais agressores.

A raiz da violência familiar contra idosos

Para entender esse cenário, conversamos com Luciana Romano-Morillas, especialista em comunicação não violenta e professora da USP de Ribeirão Preto. Segundo Luciana, a diferença entre gerações é um grande gatilho. A perda de agilidade física e cognitiva natural do envelhecimento, muitas vezes, não encontra paciência nas gerações mais jovens. Somado a isso, o individualismo da sociedade moderna leva a uma falta de atenção às necessidades dos idosos, que se tornam ainda mais vulneráveis pela relação afetiva com os agressores, muitas vezes seus próprios filhos.

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As violências além da agressão física

A violência contra idosos não se limita à agressão física. A pandemia, inicialmente um período de maior cuidado com os idosos, parece ter dado lugar a uma diminuição da atenção após a retomada das atividades. A especialista destaca que ações como isolar o idoso, privá-lo do convívio social, ou negligenciar suas necessidades básicas, também são formas graves de violência. A recente mudança no nome da legislação, de “Estatuto do Idoso” para “Estatuto da Pessoa Idosa”, reforça a importância de reconhecer o idoso como um indivíduo com direitos e vontades próprias, e não apenas como alguém limitado pela idade.

Prevenção através da comunicação não violenta

A comunicação não violenta surge como ferramenta fundamental para a prevenção. Luciana explica que, em vez de julgar, é preciso observar os fatos com empatia, entender as próprias reações emocionais e agir de forma consciente. A especialista recomenda a leitura do livro de Marshall Rosenberg sobre o tema, disponível em diversas plataformas. Ao compreender as próprias emoções e reações, podemos construir relacionamentos mais saudáveis e respeitosos, evitando a violência em todas as suas formas. A conscientização e a aplicação da comunicação não violenta são passos cruciais para um convívio mais harmonioso e respeitoso com os nossos idosos.

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