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Número de adolescentes aptos a votar, entre 16 e 17 anos, aumenta 283% em Ribeirão

Neste ano 1.663 tiraram o título de eleitor contra 337 em 2018; consultor político, Helder Carvalho, comenta o cenário
voto de adolescentes
Neste ano 1.663 tiraram o título de eleitor contra 337 em 2018; consultor político, Helder Carvalho, comenta o cenário

Neste ano 1.663 tiraram o título de eleitor contra 337 em 2018; consultor político, Helder Carvalho, comenta o cenário

Neste domingo, acontecem as eleições e o número de jovens entre 16 e 17 anos votando em Ribeirão Preto cresceu 283% em comparação com 2018. Em 2022, 1663 adolescentes de 16 anos e 2758 de 17 anos tiraram o título de eleitor, contra 337 e 1154, respectivamente, em 2018.

Maior engajamento juvenil

Apesar de ainda representarem menos de 1% do eleitorado, esse aumento demonstra um maior engajamento político da juventude. O cientista político Helder Carvalho analisa esse fenômeno, destacando o incentivo do Tribunal Superior Eleitoral por meio de campanhas nas redes sociais, envolvendo celebridades nacionais e internacionais. Outro fator relevante é a polarização política, gerada por debates acalorados e posições desafiadoras, que motivam os jovens a se posicionarem.

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Influência de questões sociais e gênero

A mobilização de movimentos sociais, iniciada em 2013, também contribui para o engajamento juvenil, embora os jovens de 16 e 17 anos de 2018 não tenham participado diretamente dessas manifestações. A interação posterior com esses movimentos, somada à tendência progressista e à busca por mudanças inerentes à juventude, reforça sua participação política. Em Ribeirão Preto, as mulheres representam 54% do eleitorado, influenciando significativamente o processo eleitoral devido à sua atenção a detalhes como preços e políticas públicas, e à sua forma menos agressiva de discutir política.

Impacto nas eleições futuras

O aumento do engajamento juvenil tem impacto significativo, especialmente nas eleições municipais. Uma mobilização focada em jovens pode resultar na eleição de candidatos com menos de 1% do eleitorado. A representatividade feminina no Congresso ainda precisa melhorar, apesar de avanços em relação a cotas de gênero. A participação feminina na política é fundamental para uma democracia mais equitativa.

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