O período da piracema começou neste domingo (1º) e segue até fevereiro. Durante esses meses, a pesca passa a ter restrições para proteger a reprodução dos peixes. A Polícia Militar Ambiental intensificou a fiscalização nos rios da região, e quem descumprir as regras pode ter equipamentos apreendidos e receber multas.
A piracema é a época em que os peixes se deslocam pelos rios para se reproduzir e fazer a desova. Para proteger esse ciclo, a operação pré-piracema da Polícia Ambiental começou em 16 de outubro. Entre as principais proibições estão o uso de redes e tarrafas e a pesca de espécies nativas, que fica totalmente proibida durante o período.
Restrições e multas
Segundo o capitão Rodrigo Antônio, da Polícia Militar Ambiental, também existem restrições para a pesca em determinados locais. É proibido pescar a menos de 1.500 metros de corredeiras, cachoeiras e bocas de barragens, além de outras áreas especificadas pela legislação.
Quem for flagrado desrespeitando as regras pode ter os equipamentos de pesca, barcos e motores apreendidos. As multas começam em R$ 1 mil, mas são dobradas durante a piracema, além da cobrança de R$ 20 por quilo de peixe. Dependendo da situação, o pescador também pode ser levado à delegacia e responder criminalmente.
Proibição no Rio Pardo
Na região, o Rio Pardo tem uma restrição ainda mais rigorosa. Durante a piracema, qualquer modalidade de pesca é proibida no rio, inclusive com vara e independentemente da espécie de peixe.
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O capitão Rodrigo Antônio reforça que a proibição vale para o próprio ato de pescar, mesmo que a pessoa não tenha capturado nenhuma espécie nativa. A fiscalização da Polícia Militar Ambiental continua até fevereiro. A orientação é que os pescadores respeitem as regras para garantir a reprodução dos peixes.



