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Polícia Civil conclui inquérito sobre desaparecimento de representante comercial e descarta indícios de crime

Caso de Robinson Lino, desaparecido desde maio de 2025 na região de Barrinha, teve pedido de arquivamento encaminhado ao Ministério Público
Polícia
Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Sertãozinho concluiu o inquérito que investigava o desaparecimento do representante comercial Robinson Lino, de 33 anos, ocorrido em maio do ano passado, e encaminhou ao Ministério Público um pedido de arquivamento do caso.

Segundo o delegado Igor Dorça, responsável pelas investigações, não foram encontrados indícios de que Robinson tenha sido vítima de homicídio, latrocínio ou qualquer outro tipo de crime. A principal hipótese considerada ao fim da apuração é de uma morte natural ou acidental nas proximidades do Rio Mogi-Guaçu, na região de Barrinha.

Investigação

Robinson foi visto pela última vez na madrugada de 29 de maio de 2025. Na ocasião, ele deixou o chefe em um hotel de Ribeirão Preto e seguiu viagem para Matão, cidade onde morava.

Horas depois, o veículo que conduzia foi encontrado com problemas mecânicos no acostamento da Rodovia Carlos Tonani. O carro estava com as portas abertas e, em seu interior, permaneciam objetos pessoais, como celular, roupas e documentos.

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Durante as investigações, a Polícia Civil trabalhou inicialmente com diferentes hipóteses, incluindo homicídio, latrocínio, suicídio ou acidente. O veículo passou por perícia técnica, incluindo exames com luminol para identificação de vestígios de sangue, mas nenhuma evidência suspeita foi encontrada.

Buscas intensas

O desaparecimento mobilizou diversas forças de segurança e equipes de resgate. Participaram das buscas o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal de Barrinha e dezenas de voluntários.

As operações incluíram o uso de cães farejadores, helicóptero e incursões em áreas de mata próximas ao local onde o carro foi encontrado. Apesar dos esforços, o corpo de Robinson nunca foi localizado.

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De acordo com o advogado da família, Fábio Alberto, a investigação esgotou todas as linhas possíveis de apuração, incluindo a quebra de sigilo telefônico, análises de localização geográfica e oitiva de pessoas que tiveram contato com Robinson no dia do desaparecimento.

Mistério permanece

Imagens de câmeras de monitoramento da concessionária da rodovia também foram analisadas pela polícia. Os registros mostraram o momento em que o veículo parou no acostamento e uma pessoa, identificada como Robinson, desceu em direção ao capô do carro.

Em seguida, a câmera desviou o foco da pista e, quando voltou a registrar o local, a pessoa já não aparecia mais nas imagens.

Embora a Polícia Civil tenha concluído que não há elementos que indiquem a prática de crime, a ausência do corpo mantém dúvidas para os familiares. Segundo a defesa, a família segue sem respostas definitivas sobre o que aconteceu naquela madrugada, mas reconhece que todas as diligências possíveis foram realizadas ao longo da investigação.

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