O preço dos ovos caiu quase 11% em julho, em um movimento mais intenso do que o registrado em anos anteriores. Um dos principais motivos para a redução é o excesso de estoque, em um período marcado pelas férias escolares.
Segundo a economista Maria Clara Kirsch, a queda levou os preços aos menores níveis para o mês de julho desde 2019, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para os consumidores, o cenário representa uma oportunidade de encontrar a proteína com valores mais baixos.
Excesso de estoque
O período de férias escolares contribuiu para o movimento de preços dos ovos. Com a formação de estoques e a necessidade de escoar os produtos, os preços foram reduzidos para estimular as vendas.
Para os produtores, porém, o cenário é negativo. Os custos de produção continuam elevados, com aumento de despesas relacionadas à alimentação das aves, incluindo o farelo de milho e a soja. Os estoques já foram formados antes da queda e precisam ser escoados. Com isso, os preços menores pressionam o orçamento dos produtores, que já enfrentam custos mais altos nas granjas.
Demanda
O comportamento dos preços dos ovos também contrasta com o registrado no começo do ano. Durante a Quaresma, a procura por alternativas à carne aumenta e contribui para a elevação dos preços dos ovos.
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Em julho, por outro lado, as férias escolares influenciaram a demanda e contribuíram para a redução dos valores. Ao mesmo tempo, as exportações de carnes estão em níveis recordes, o que também contribui para pressionar os preços das carnes e torna o ovo uma alternativa.
Preços
Com o fim das férias e o retorno das aulas, a expectativa é de aumento da demanda pelos ovos. A tendência é de uma maior estabilidade entre oferta e procura, o que pode levar os preços a subir novamente.
Para os consumidores, a orientação destacada na análise é pesquisar os valores antes da compra. A comparação entre diferentes marcas, tipos de ovos e supermercados pode ajudar a encontrar preços mais vantajosos.



