O Procon orienta os consumidores a pesquisarem preços antes de comprar presentes para o Dia dos Pais e alerta para a grande variação de valores encontrada em um levantamento realizado na cidade de São Paulo. Segundo o coordenador do Procon de Ribeirão Preto, Leonardo Tomasini, embora os dados não representem os preços praticados no município, a pesquisa serve como um indicativo do comportamento do mercado e reforça a importância da comparação entre lojas.
De acordo com Tomasini, a pesquisa não deve ser interpretada como uma tabela de preços para Ribeirão Preto, mas como um alerta para consumidores de todo o estado. A recomendação é pesquisar antes de comprar para economizar e evitar pagar valores acima do necessário.
Pesquisa
O levantamento citado durante a entrevista identificou diferenças de até 180% nos preços de presentes para o Dia dos Pais. Além disso, também foi observado aumento no valor das refeições em restaurantes em comparação ao ano anterior.
Segundo o coordenador do Procon, o preço médio por pessoa passou de R$ 121,18 em 2025 para R$ 130,70 em 2026, uma alta de 7,76%. Apesar do reajuste estar acima da variação do índice de inflação mencionado na entrevista, ele ressalta que isso, por si só, não caracteriza prática abusiva, já que o aumento pode estar relacionado à elevação dos custos dos produtos utilizados pelos estabelecimentos.
Tomasini explica que restaurantes podem praticar preços diferentes no Dia dos Pais em razão do aumento da demanda, desde que essa informação seja apresentada de forma clara ao consumidor. O cardápio com os valores deve estar disponível na entrada do estabelecimento, evitando que o cliente seja surpreendido apenas no momento do pagamento.
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Fiscalização
O Procon de Ribeirão Preto realiza uma operação de fiscalização na região, principalmente para verificar o cumprimento da obrigação de informar os preços nas vitrines e estabelecimentos comerciais. Segundo o coordenador, o órgão tem recebido reclamações relacionadas à ausência dessas informações.
Como não é possível fiscalizar todos os comércios, Tomasini destaca que a participação da população é fundamental. Consumidores podem denunciar situações como falta de preços, produtos vencidos, negativa de garantia e outras práticas que contrariem o Código de Defesa do Consumidor, permitindo que a fiscalização seja direcionada aos locais denunciados.
Trocas
Outro ponto destacado durante a entrevista é a política de troca de produtos comprados em lojas físicas. O coordenador esclarece que a troca por arrependimento não é obrigatória nesse tipo de compra e depende da política adotada por cada estabelecimento.
Por isso, a orientação é que o consumidor confirme as condições de troca antes de finalizar a compra e registre as informações fornecidas pela loja, como prazo e regras para substituição do produto. Dessa forma, é possível evitar transtornos caso o presente não sirva ou não agrade ao destinatário.



