As varas de violência doméstica e familiar de Ribeirão Preto concederam 697 medidas protetivas de urgência contra agressões. Apesar disso, casos recentes de mortes de mulheres na região reforçam o alerta sobre a violência doméstica e a dificuldade em interromper esse ciclo.
A Polícia Civil investiga ao menos dois casos em que as vítimas foram mortas e os principais suspeitos são companheiros que não aceitaram o fim do relacionamento. Os episódios reacendem o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de apoio às vítimas.
Casos recentes
Um dos casos é o da cabeleireira Jeane Ferreira Nunes, de 38 anos, morta a facadas dentro da própria casa. O marido é apontado como principal suspeito. Segundo familiares, ela já possuía medida protetiva, mas ainda mantinha o relacionamento.
Outro caso sob investigação envolve a morte de uma mulher após um incêndio na casa onde vivia. Há relatos de histórico de violência por parte do companheiro, além de contradições nas versões apresentadas sobre o ocorrido.
Relatos de violência
Familiares e testemunhas relatam episódios recorrentes de agressões, ciúmes excessivos e comportamento violento por parte dos suspeitos. Em alguns casos, as vítimas já haviam buscado proteção judicial, mas acabaram retornando ao convívio com os agressores.
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Os depoimentos também apontam situações de violência presenciadas por terceiros, inclusive em locais públicos, além de agressões dentro de casa e na presença de filhos.
Desafio das medidas
Especialistas destacam que as medidas protetivas são ferramentas importantes, mas dependem da manutenção e da denúncia por parte das vítimas para serem efetivas. A dificuldade de romper o ciclo da violência, muitas vezes ligada a fatores emocionais e financeiros, é um dos principais obstáculos.
Uma nova legislação prevê o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para agressores, como forma de reforçar a proteção às vítimas. Ainda assim, autoridades ressaltam a importância de redes de apoio e da denúncia para prevenir novos casos.



