Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto estão recrutando voluntários para testar um tratamento de telereabilitação destinado a pessoas que tiveram um AVC isquêmico e ainda apresentam fraqueza em um dos braços. A pesquisa é gratuita e busca participantes de Ribeirão Preto e região.
O protocolo leva equipamentos para a casa do paciente, que recebe treinamento inicial de um fisioterapeuta da equipe. Depois, durante seis semanas, a pessoa realiza exercícios em casa, com atividades em formato de jogos para estimular movimentos e funções do braço.
Três vezes por semana, o participante também recebe acompanhamento de um fisioterapeuta por videoconferência. Segundo Taíza Edwards, professora do programa de pós-graduação em neurologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e responsável pelo estudo, a proposta é avaliar a eficácia da telereabilitação intensiva em comparação com o tratamento convencional disponibilizado pela rede de saúde.
Como funciona
O estudo é voltado a pessoas entre 18 e 80 anos que tiveram um AVC isquêmico há aproximadamente quatro a seis meses e apresentam fraqueza no braço. O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria do cérebro fica obstruída e interrompe o fluxo sanguíneo para uma parte do órgão.
De acordo com Taíza, o braço está entre as regiões mais afetadas após um AVC e é o foco da pesquisa. Os participantes utilizam jogos e exercícios com atividades lúdicas e funcionais para estimular a mobilidade.
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A pesquisadora explica que os primeiros meses após o AVC são considerados um período crítico para a recuperação. Segundo ela, o acesso à reabilitação nesse momento ainda é limitado e, quando ocorre, pode não ter a intensidade considerada adequada para a recuperação.
Participação
Não é necessário encaminhamento médico para entrar em contato com a equipe da pesquisa. Pessoas de Ribeirão Preto e região que estejam dentro dos critérios podem procurar diretamente os responsáveis pelo estudo.
O contato pode ser feito pelo WhatsApp (16) 9600-077 ou pelo e-mail [email protected]. A participação é gratuita.
O protocolo utilizado na pesquisa foi desenvolvido nos Estados Unidos por meio de uma colaboração com universidades americanas. Segundo Taíza, o tratamento foi traduzido para o português e adaptado à realidade brasileira.
Futuro do SUS
A pesquisa está na fase dois e recebe financiamento do programa de pesquisa do Sistema Único de Saúde, o PPSUS, ligado a instituições federais e estaduais associadas à FAPESP.
A expectativa da equipe é avançar para uma terceira fase, com um estudo multicêntrico em todo o Brasil. A pesquisadora afirma que, posteriormente, a intenção é transferir o protocolo para o SUS e ampliar o acesso à reabilitação.
A telereabilitação também pode facilitar o atendimento de pacientes que vivem longe dos grandes centros e não têm acesso próximo a hospitais ou unidades de saúde com capacidade para oferecer esse tipo de acompanhamento presencial.



