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Acesso ao crédito ainda é desafio para mulheres que querem expandir negócios

Empreendedora Júlia Lázaro destaca importância da formalização, do planejamento financeiro e da busca por informações antes de contratar financiamento
Mulheres
FatCamera de Getty Images Signature/Canva

O acesso ao crédito continua sendo um dos desafios enfrentados por mulheres que querem transformar pequenos negócios em empresas maiores. O recurso pode ser utilizado para capital de giro, compra de equipamentos, contratação de funcionários, expansão e investimentos em tecnologia, mas muitas empreendedoras ainda encontram dificuldades para obter financiamento em condições adequadas.

Para a empreendedora Júlia Lázaro, um dos primeiros passos para facilitar o acesso ao crédito é a formalização do negócio. Segundo ela, muitas mulheres ainda trabalham na informalidade, o que dificulta a apresentação de registros e documentos exigidos pelas instituições financeiras.

A empreendedora também destaca a importância da educação financeira e afirma que o desconhecimento sobre as possibilidades de crédito pesa mais do que o medo de receber uma negativa das instituições.

Formalização

Segundo Júlia, a formalização permite que a empreendedora dê visibilidade jurídica ao negócio e reúna informações que podem ser avaliadas pelas instituições financeiras. Ela cita o registro como Microempreendedora Individual (MEI) como uma das possibilidades para começar esse processo.

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A partir da formalização, outros elementos também podem contribuir para demonstrar a estrutura da empresa, como manter uma conta bancária, registrar o negócio e, quando necessário, cadastrar funcionários. O tempo de existência da empresa e a saúde financeira do empreendimento também podem ser considerados na avaliação para concessão de crédito.

Para a empreendedora, esse processo deve começar antes da necessidade de dinheiro. Ela afirma que o planejamento antecipado permite avaliar as necessidades do negócio e escolher uma linha de financiamento adequada.

Planejamento

Júlia alerta para o risco de contratar crédito sem planejamento. Segundo ela, diante da necessidade imediata de dinheiro, a empreendedora pode acabar aceitando qualquer modalidade disponível sem analisar as taxas e as condições do financiamento.

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Ela cita o cartão de crédito como uma ferramenta que, na avaliação dela, não deve ser utilizada para alavancar o negócio. A orientação é elaborar um plano de negócios, projetar o fluxo de caixa e identificar previamente quais serão as necessidades da empresa.

A empreendedora também destaca que atualmente existem ferramentas gratuitas que podem ajudar nesse planejamento, incluindo conteúdos disponíveis na internet e recursos de inteligência artificial. Para ela, o planejamento deve ser feito antes da abertura do negócio e não apenas quando surgem dificuldades financeiras.

Educação financeira

Júlia afirma que a educação financeira é outro ponto importante para ampliar a autonomia das mulheres empreendedoras. Segundo ela, o tema não foi suficientemente trabalhado durante a infância e a juventude de muitas mulheres, o que contribui para o desconhecimento sobre crédito e gestão financeira.

Ela também recomenda que as empreendedoras busquem ajuda antes de iniciar um negócio. Entre as possibilidades citadas estão cursos e conteúdos oferecidos pelo Sebrae, além de outras ferramentas disponíveis gratuitamente.

Para Júlia, a combinação entre formalização, planejamento e conhecimento pode ajudar as mulheres a tomar decisões mais estruturadas sobre financiamento e expansão dos negócios.

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