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Aulas de robótica ajudam escolas a recuperar atenção dos alunos e ampliar aprendizado

Projeto com cultura maker e robótica une tecnologia e prática para estimular aprendizagem e uso consciente das telas
robótica
Vanessa Loring de Pexels/Canva

As aulas de robótica têm ganhado espaço nas escolas públicas como estratégia para recuperar a atenção dos estudantes e aproximar a tecnologia do processo de aprendizagem. Baseada na chamada cultura maker, ou cultura do fazer, a proposta aposta em atividades práticas para desenvolver conhecimentos de diferentes áreas e estimular a participação dos alunos.

No quinto episódio da série Algoritmo da Inteligência – A Base da Educação, especialistas e estudantes relatam como a robótica tem sido utilizada como ferramenta para fortalecer o aprendizado, ampliar o contato com diferentes disciplinas e incentivar uma relação mais consciente com a tecnologia.

Segundo os participantes do projeto, o objetivo não é afastar os estudantes do universo digital, mas aproximá-los dele de forma ativa, permitindo que compreendam como funcionam as tecnologias que fazem parte do cotidiano.

Cultura maker

A proposta da cultura maker parte da ideia de que aprender também passa por construir, testar e colocar conceitos em prática. Nesse contexto, a robótica aparece como um instrumento para aproximar os alunos dos processos que estão por trás das tecnologias.

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Em Piracicaba, um projeto do Instituto Federal de São Paulo recebeu recursos do CNPq para atender dez escolas estaduais com a compra de kits de robótica. A iniciativa busca conectar diferentes áreas do conhecimento por meio do modelo Steam, sigla em inglês para arte, ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

De acordo com a coordenação do projeto, o trabalho inclui recursos como impressoras 3D e atividades que unem conteúdos tradicionais com experiências práticas e desenvolvimento de projetos com potencial de impacto ambiental e social.

Aprendizado prático

Entre os estudantes participantes, a percepção é de que a robótica amplia as possibilidades de aprendizagem e facilita a compreensão de conteúdos trabalhados em sala de aula.

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Os relatos apontam que as atividades ajudam tanto no desenvolvimento de projetos quanto na visualização de conceitos de disciplinas como matemática. Um dos exemplos citados foi o apoio no entendimento de equações do segundo grau por meio da interação prática com os recursos tecnológicos.

Além da programação e da construção de projetos, os alunos também destacam o contato com outros idiomas durante o uso das plataformas e aplicativos empregados nas aulas, ampliando o aprendizado para além dos conteúdos técnicos.

Uso consciente

A implementação das aulas de robótica coincidiu, em duas escolas estaduais de Campinas, com outro movimento relacionado ao ambiente escolar: a restrição ao uso do celular em sala de aula. Segundo professores envolvidos no projeto, a mudança contribuiu para melhorar a concentração, reduzir a ansiedade e estimular mais interação entre os estudantes durante as atividades.

A avaliação é que o desafio atual não está em retirar a tecnologia do cotidiano dos jovens, mas em ensinar como utilizá-la de forma equilibrada e crítica. Nesse processo, a inteligência artificial e outras ferramentas digitais passam a ser encaradas como instrumentos de apoio, e não como substitutas da construção do conhecimento.

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