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Cardiopatia congênita afeta 1% dos recém-nascidos e reforça a importância do diagnóstico precoce

Especialista destaca papel do pré-natal, exames de rastreamento e acompanhamento médico para identificar alterações cardíacas desde a gestação
cardiopatia
Reprodução/ Freepik

O mês de junho é dedicado à conscientização sobre a cardiopatia congênita, condição caracterizada por alterações na estrutura do coração presentes desde o nascimento. Considerada a mais comum entre as doenças congênitas, ela afeta cerca de 1% dos recém-nascidos e pode variar desde casos mais simples até quadros que exigem intervenções especializadas.

A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico adequado e dos avanços da medicina que têm proporcionado mais qualidade de vida aos pacientes. Além disso, especialistas reforçam a necessidade do pré-natal e dos exames de rastreamento para identificar possíveis alterações ainda durante a gestação.

Diagnóstico precoce

Segundo a cardiologista Ana Júlia Abud Chiérice, o acompanhamento pré-natal é fundamental para a identificação de cardiopatias congênitas e outras condições que podem afetar o desenvolvimento do bebê.

Durante a gestação, exames como o ultrassom morfológico e o ecocardiograma fetal permitem avaliar a formação do coração e detectar grande parte das alterações antes mesmo do nascimento. A especialista explica que a identificação precoce possibilita planejar intervenções e tratamentos de forma mais rápida e eficiente.

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Além dos exames realizados durante a gravidez, o teste do coraçãozinho, feito logo após o nascimento, também é uma importante ferramenta para detectar cardiopatias que possam não ter sido identificadas no pré-natal.

Fatores de risco

As cardiopatias congênitas possuem causas multifatoriais. De acordo com a médica, fatores genéticos e cromossômicos estão entre os principais elementos associados ao aumento do risco. Histórico familiar de malformações congênitas, síndromes genéticas, além do uso de determinadas substâncias durante a gestação, como álcool e drogas ilícitas, também podem contribuir para o desenvolvimento dessas alterações cardíacas.

Por isso, a orientação é que famílias com antecedentes de doenças congênitas recebam acompanhamento especializado e orientação médica adequada durante o planejamento e o acompanhamento da gravidez.

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Tratamento e acompanhamento

O tratamento varia de acordo com o tipo e a gravidade da cardiopatia. Algumas alterações podem ser incompatíveis com a vida sem intervenção imediata, enquanto outras exigem apenas acompanhamento médico ao longo do desenvolvimento da criança.

A cardiologista destaca que muitos dos casos mais comuns são considerados simples e podem até se resolver espontaneamente, sem necessidade de cirurgia. Quando o tratamento é necessário, a medicina oferece atualmente diferentes opções, incluindo procedimentos minimamente invasivos realizados por meio de cateterismo.

Segundo a especialista, nem todas as crianças diagnosticadas com cardiopatia congênita terão limitações na qualidade de vida. Em alguns casos, o diagnóstico só ocorre na fase adulta, justamente porque a condição não provoca sintomas significativos durante a infância.

Atenção aos sinais

Mesmo quando os exames iniciais não identificam alterações, os pais devem estar atentos a sinais que podem indicar problemas cardíacos. Entre os principais sintomas estão o cansaço excessivo durante a amamentação, dificuldade para realizar atividades físicas, fadiga desproporcional em relação a outras crianças e episódios de coloração arroxeada nos lábios.

Para a médica, a principal mensagem da campanha de conscientização é a importância do acompanhamento desde a gestação até a infância. Ela ressalta que o diagnóstico precoce não apenas salva vidas, mas também contribui para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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