O aumento dos casos de influenza e das doenças respiratórias tem provocado uma maior procura por medicamentos e produtos voltados à saúde nas farmácias. Somente neste ano, o estado de São Paulo registrou mais de 2 mil casos da doença e 136 mortes relacionadas a complicações da influenza.
Com a chegada do período mais frio e do tempo seco, consumidores têm buscado alternativas para reforçar a imunidade e aliviar sintomas respiratórios, refletindo diretamente nas vendas do setor farmacêutico. A auxiliar Giselda Soares de Oliveira, mãe de duas crianças, afirma que já se prepara para os gastos extras com medicamentos durante os meses mais frios do ano.
Segundo ela, os filhos costumam apresentar quadros de resfriado com a mudança de temperatura, o que exige idas frequentes à farmácia. Além disso, a família busca fortalecer a saúde por meio de hábitos alimentares mais saudáveis para enfrentar o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Aumento nas vendas
De acordo com a farmacêutica Andiara Rinal de Mancini, a procura por vitaminas e suplementos aumenta significativamente nesta época do ano. Entre os produtos mais buscados estão vitamina C, zinco, polivitamínicos, antitérmicos e pastilhas para garganta.
Ela relata que o aumento nas vendas chega a pelo menos 20% durante os meses mais frios, tanto para adultos quanto para crianças. Em outra farmácia, a procura também cresceu para medicamentos anti-inflamatórios, antialérgicos e produtos utilizados no tratamento de sintomas respiratórios.
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Equipamentos e testes
Além dos medicamentos, equipamentos como inaladores e umidificadores estão entre os itens mais procurados pelos consumidores. Segundo a farmacêutica Patrícia Silva Sampaio, os umidificadores ajudam a minimizar os efeitos do ar seco, enquanto os inaladores contribuem para melhorar a respiração e auxiliar na eliminação de secreções, especialmente em crianças e idosos.
Outro produto que registrou crescimento na demanda foram os testes rápidos para doenças respiratórias. De acordo com a profissional, o aumento da procura foi de cerca de 40%, impulsionado pelos casos de influenza, Covid-19 e outras infecções respiratórias.
Especialistas alertam que o aumento da circulação de vírus respiratórios não deve estimular a automedicação. A recomendação é que pacientes procurem orientação médica diante de sintomas persistentes ou mais intensos, evitando o uso de medicamentos sem prescrição adequada. O alerta vale especialmente para antibióticos, que não devem ser utilizados sem indicação profissional, mesmo quando restam sobras de tratamentos anteriores.



