Os cemitérios de Ribeirão Preto e de outras cidades da região também podem ser visitados como espaços de preservação histórica e cultural. Na coluna CBN Cidades e Suas Histórias, a historiadora Adriana Silva destaca a influência dos artistas e marmoristas italianos na arte funerária do fim do século 19 e início do século 20. Com base no trabalho da pesquisadora Maria Elízia Borges, autora do livro Arte Funerária no Brasil, 1890 a 1930: ofício de marmoristas italianos em Ribeirão Preto, ela explica como esculturas, anjos e outros elementos em mármore revelam técnicas artísticas e aspectos da história local.
Adriana apresenta exemplos de referências encontradas nos cemitérios da região. Em Ribeirão Preto, estão entre os túmulos mais visitados o do Menino Zezinho e o das Almas. Em Batatais, esculturas com detalhes que reproduzem tecidos e objetos chamam a atenção, assim como o túmulo do editor José Olympio, que faz referência à sua trajetória no cenário cultural brasileiro. Já em Santa Rita do Passa Quatro, inscrições preservam marcas da memória e da influência da imigração italiana.
A historiadora também destaca a importância das visitas guiadas realizadas em Ribeirão Preto, algumas conduzidas pelo antropólogo e professor universitário Michelangelo Giampaoli, que estuda a relação entre os espaços funerários, a morte e a memória coletiva. A proposta é ampliar o olhar sobre esses locais, que, além de espaços de homenagem e saudade, são fontes de conhecimento sobre a história, a arte e o comportamento humano. Ouça o áudio completo da coluna CBN Cidades e Suas Histórias.