Com a medida preventiva, apenas 20% dos bares e restaurantes que vendem cervejas da Ambev poderão ter exclusividade
Nesta sexta-feira, discutimos assuntos relacionados ao mercado cervejeiro, com foco em novos modelos de contrato e a influência da Copa do Mundo.
Novos contratos e a Copa do Mundo
Novos modelos de contrato do Cad (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) buscam limitar a exclusividade de marcas de cerveja, especialmente durante eventos como a Copa do Mundo. A medida protetiva visa garantir que bares com exclusividade de uma marca não ultrapassem 20% do volume total de estabelecimentos em uma determinada região. O objetivo é permitir que cervejarias menores cresçam em um mercado muitas vezes dominado por grandes empresas. Apesar de a porcentagem de exclusividade atual ser baixa (entre 4% e 5%), a medida é vista como positiva para a competição justa.
A Copa do Mundo no Catar gerou polêmica sobre a venda de bebidas alcoólicas. Inicialmente proibida, a venda de cerveja foi permitida a torcedores com ingressos, três horas antes e uma hora após os jogos, apenas dentro do perímetro dos estádios. A Budweiser, patrocinadora oficial, detém os direitos exclusivos de venda. Essa situação demonstra a influência do consumo mundial de cerveja, capaz de modificar até mesmo as regras de um país durante um evento esportivo de grande porte.
Lançamento de Cerveja do Iron Maiden
A cervejaria curitibana, Voz de Brau, lança mais um rótulo em parceria com a banda Iron Maiden. Após o sucesso do primeiro rótulo em 2019, um novo estilo de cerveja será lançado, com a aprovação do próprio vocalista, Bruce Dickinson, que acompanhou a produção. Essa colaboração demonstra a força do marketing e a influência de grandes nomes na indústria cervejeira.
Lei Seca e Eleições
Finalizando, abordamos a questão da Lei Seca durante as eleições. Enquanto o presidente não adotará a lei seca em âmbito nacional, alguns estados brasileiros manterão a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas no dia da eleição. A responsabilidade pela aplicação da lei foi transferida para as unidades regionais eleitorais, e a pena para infrações varia de três meses a um ano de prisão. Em São Paulo, a lei seca não é aplicada desde 2006.