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Conta de luz pode ficar mais barata com energia por assinatura e painéis solares

Consumidores já podem economizar com mudanças de hábitos, geração própria e contratação de créditos de energia; abertura do mercado livre para residências está prevista para o fim de 2028
luz
g1

A conta de luz pesa no orçamento das famílias brasileiras, mas já existem alternativas para reduzir os gastos com energia elétrica. Entre as opções estão a instalação de painéis solares, a contratação de energia por assinatura e mudanças nos hábitos de consumo. A partir do fim de 2028, a previsão é que os consumidores residenciais também possam escolher de qual empresa comprar eletricidade, com a abertura do Mercado Livre de Energia.

Em entrevista à CBN, Marcelo Freitas, CEO do ecossistema Soul, explicou como funcionam as modalidades disponíveis e quais cuidados devem ser tomados antes de contratar um serviço. “As famílias brasileiras não precisam esperar até 2028 para começar a economizar na conta de luz”, afirmou.

Opções atuais

Uma das maneiras mais simples de reduzir o consumo é evitar desperdícios. Entre as medidas estão tomar banhos mais curtos, aproveitar a luz natural, utilizar equipamentos mais econômicos e desligar aparelhos que não estão sendo usados. Outra alternativa é instalar uma usina de geração de energia solar no telhado de casa ou de um estabelecimento comercial. Nesse modelo, o consumidor precisa investir na compra dos equipamentos e na instalação, mas passa a produzir parte da energia que consome.

Também existe a possibilidade de contratar energia por assinatura. Nesse caso, uma empresa produz eletricidade em uma usina solar e disponibiliza créditos que ajudam a reduzir o valor da conta de luz. Dependendo do plano, o consumidor não precisa comprar equipamentos nem fazer obras.

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“Dependendo do plano, você não precisa comprar equipamentos, fazer obras ou investir seu dinheiro. Basta fazer uma simples assinatura para que possa começar a economizar na sua conta de energia”, explicou Freitas.

O executivo também citou programas de benefícios que permitem transformar pontos acumulados em compras do dia a dia em descontos na conta de energia.

Mercado livre

A abertura do Mercado Livre de Energia deve ampliar as possibilidades de escolha dos consumidores. A previsão apresentada pelo executivo é que, a partir de novembro de 2027, pequenos comércios e indústrias possam escolher seus fornecedores. No fim de 2028, a possibilidade deve chegar às residências. Freitas compara a mudança à contratação de planos de celular, quando o consumidor pode pesquisar diferentes operadoras e escolher aquela que oferece as condições mais adequadas.

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“Na prática, as pessoas vão poder pesquisar diferentes empresas, vão poder comparar preços, vão comparar descontos, benefícios e poder optar por quem oferece as melhores condições”, afirmou.

A mudança não exigirá a troca de fios nem alterações nas instalações elétricas das residências. A distribuidora responsável pela região continuará cuidando da rede e da entrega de energia. O que muda é a empresa fornecedora da eletricidade.

Cuidados

Antes de contratar energia por assinatura ou escolher uma proposta de fornecimento, o consumidor precisa avaliar quanto realmente vai economizar. Segundo Freitas, descontos anunciados de 10%, 15% ou até 20% podem não representar a mesma redução no valor total da conta, que também inclui custos pelo uso da rede elétrica, impostos e outras cobranças.

O executivo recomenda três cuidados: verificar se a empresa contratada é confiável, conferir se existe alguma taxa inicial e analisar as condições do contrato, principalmente o prazo de fidelidade e as eventuais multas por cancelamento.

Ele exemplificou que uma família com uma conta mensal de R$ 300 que consiga economizar R$ 30 por mês terá uma redução de R$ 360 ao longo de um ano.

A escolha entre energia por assinatura e instalação de painéis solares depende da realidade de cada consumidor. Quem tem imóvel próprio, espaço adequado e dinheiro disponível para investir pode considerar a geração própria. Já quem mora de aluguel ou não pretende fazer obras pode avaliar a contratação por assinatura.

“O ponto mais importante é que as pessoas possam entender claramente qual é o benefício, qual é a economia que realmente está sendo oferecida”, concluiu Freitas.

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