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Radialistas da CBN Ribeirão compartilham histórias e desafios da profissão em comemoração ao Dia do Radialista

No Dia do Radialista, profissionais da emissora relembram o início da carreira, situações curiosas nos bastidores e a relação construída com os ouvintes ao longo dos anos
radialista
Leonardo Sousa/CBN Ribeirão

O rádio atravessa gerações, acompanha mudanças tecnológicas e continua presente na rotina de milhões de brasileiros. Para marcar o Dia do Radialista, celebrado em 7 de novembro, profissionais da CBN Ribeirão Preto compartilharam histórias sobre o início da carreira, os desafios da profissão e os momentos que marcaram a trajetória diante dos microfones e nos bastidores.

As experiências são diferentes: há quem tenha começado ainda na escola, quem tenha chegado à profissão por acaso, quem tenha migrado da televisão e quem alimentasse o sonho de trabalhar no rádio desde a infância. Em comum, os profissionais destacam a proximidade com o público e a paixão pela comunicação.

Histórias no rádio

O radialista Réger Sena começou a ter contato com a comunicação ainda na escola, em um projeto de rádio estudantil. Durante os intervalos, os alunos organizavam uma programação com músicas, recados e informações de conhecimentos gerais, com participação de professores.

Já o comentarista esportivo Henderson Brasil chegou a uma emissora quase por acaso. Ele acompanhou um vizinho, que era sócio de uma rádio, e ficou encantado com o ambiente. A experiência despertou o interesse por uma profissão que já fazia parte de sua rotina como ouvinte.

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Luís Augusto também construiu uma relação afetiva com o rádio desde a infância, quando acompanhava a programação durante os trajetos de carro com o pai. O primeiro estágio na área foi justamente em uma emissora de Ribeirão Preto.

“É o veículo que mais me cativa, que mais me chama a atenção pelo dinamismo e pelo alcance que tem de conseguir chegar em muitas pessoas e de ter essa proximidade também com o ouvinte”, contou.

A jornalista Glauce Galavoti chegou ao rádio depois de trabalhar por dez anos na televisão. Há três anos na CBN, ela conta que inicialmente teve receio por não ter experiência no novo formato, mas acabou se identificando com a dinâmica da emissora.

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Fábio Marchiselli também veio da televisão e teve uma experiência anterior em uma web rádio. Ao chegar à CBN, ouviu de algumas pessoas que a mudança poderia representar um passo atrás na carreira. A avaliação dele foi diferente.

“Eu acho que vai ser 10 passos pra frente para depois dar mais 20 ainda”, afirmou. Para o jornalista, o rádio oferece liberdade de expressão e permite uma linguagem mais próxima do ouvinte.

Bastidores e imprevistos

Quem trabalha ao vivo sabe que nem tudo acontece conforme o planejado. Entre as histórias lembradas pelos profissionais estão situações inusitadas que exigiram improviso e concentração. Luís Augusto contou que, durante uma experiência em outra emissora, uma apresentadora teve problemas com a cadeira enquanto estava no ar. Ao receber o microfone para ler uma notícia na sequência, ele não conseguiu segurar o riso.

Henderson Brasil relembrou uma situação em que entrevistou uma pessoa, acreditando que conversava com o então presidente do Guarani. O ambiente escuro de uma discoteca em São Paulo contribuiu para a confusão. O entrevistado entrou na brincadeira e respondeu às perguntas como se fosse o dirigente. O erro só foi descoberto durante a edição do material.

Réger Sena também passou por uma situação curiosa quando ainda era menor de idade e trabalhava em uma rádio comunitária. Uma ouvinte foi até a emissora para falar com ele, mas não acreditou que o jovem que a recebeu era o radialista cuja voz escutava no programa. Foi necessário mostrar que não havia outra pessoa na rádio.

Nos bastidores, o operador de áudio Alexandre Campos acompanha as transformações tecnológicas desde 1987, quando começou a trabalhar como office boy na emissora. Em 1990, passou a atuar como radialista e, desde 1991, trabalha na operação de áudio.

Ele acompanhou a transição dos discos de vinil para os CDs e os sistemas digitais. Uma das lembranças mais marcantes envolve uma falha no equipamento usado para ouvir previamente as músicas e marcar o ponto certo de entrada. Sem o recurso, precisou operar praticamente no improviso.

A relação com o público

Além das histórias dos bastidores, os profissionais destacaram o vínculo construído com os ouvintes. Para Fábio Marchiselli, uma das experiências mais marcantes aconteceu durante uma reportagem sobre uma casa clandestina de repouso para idosos, em Ribeirão Preto.

Na ocasião, ele conheceu um idoso com deficiência visual que acompanhava a programação da CBN e reconhecia os profissionais da emissora. O ouvinte mantinha o rádio preso à roupa e sabia os nomes dos integrantes da equipe.

“Quem gerava as imagens para ele, para esse senhor deficiente visual, é a gente aqui, através das nossas palavras”, lembrou o jornalista.

Luís Augusto também recordou o encontro com uma criança e a mãe após uma transmissão esportiva. O menino demonstrou conhecer frases e comentários feitos por ele durante as transmissões e contou que acompanhava seu trabalho desde outras emissoras.

Para o comentarista, receber esse reconhecimento mostra a responsabilidade dos profissionais com o conteúdo levado ao público.

Réger Sena destacou que o contato com os ouvintes também acontece fora dos estúdios, quando é reconhecido nas ruas e recebe comentários sobre reportagens, entrevistas e sugestões de pautas. Gluace Galavoti, por sua vez, lembrou da relação com o rádio desde a infância, quando ouvia a programação ao lado da mãe.

As histórias mostram diferentes caminhos até a profissão, mas também reforçam a permanência do rádio como companhia e fonte de informação. Entre mudanças tecnológicas, imprevistos ao vivo e encontros com o público, os profissionais da CBN Ribeirão compartilham o mesmo vínculo com o veículo: a paixão pela comunicação.

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