O fenômeno El Niño pode provocar temperaturas acima da média e mudanças no padrão de chuvas, com impactos também na saúde da população. No Com Ciência, o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stabeli explica que o calor extremo exige maior esforço do organismo, aumentando os riscos de desidratação, desmaios e problemas cardiovasculares. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças como diabetes e hipertensão precisam de atenção redobrada.
O aumento das chuvas e das temperaturas também pode favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O pesquisador destaca a importância de eliminar possíveis criadouros dentro de casa, além de manter a hidratação, usar roupas leves e evitar atividades físicas e exposição ao sol nos horários mais quentes. Em caso de sintomas persistentes relacionados ao calor, a orientação é procurar atendimento médico.
As mudanças climáticas também podem afetar a saúde mental, especialmente após eventos extremos, como enchentes, que provocam perdas materiais e deixam consequências psicológicas. Stabeli recomenda que pessoas que apresentem angústia ou sintomas de depressão procurem orientação em uma unidade básica de saúde. Ouça a coluna Com Ciência completa no áudio.