A identificação dos cabos e a regularização das empresas que utilizam os postes são medidas essenciais para reduzir a quantidade de fios soltos e abandonados nas ruas de Ribeirão Preto. O problema, além de provocar poluição visual, pode oferecer riscos à população e causar interrupções nos serviços de internet e telefonia.
Em entrevista à CBN Ribeirão, o diretor de operações da Alcans, Antônio Jacomini, explicou que cada empresa deve manter os cabos identificados e realizar vistorias frequentes para garantir a segurança da rede. Segundo ele, a organização depende da atuação conjunta entre concessionária de energia, operadoras de telecomunicações e provedores.
Identificação dos cabos
De acordo com Jacomini, os cabos precisam ter placas de identificação com o nome da empresa responsável pela estrutura. Essa sinalização permite identificar os proprietários da rede e facilita o trabalho de fiscalização e organização dos postes.
O diretor afirma que a ausência de identificação dificulta a notificação das empresas e a retirada dos fios irregulares. Ele também explica que a Alcans trabalha em conjunto com a Comissão de Infraestrutura de Ribeirão Preto, a Coinfarp, e com a CPFL para manter a rede regularizada.
Quando ocorre o rompimento de um cabo, por exemplo, a atuação dos provedores só começa depois da liberação da companhia de energia. Os técnicos de telecomunicações também precisam ter treinamentos de segurança previstos nas normas regulamentadoras para trabalhar nessas estruturas.
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Risco de cortes
Outro problema apontado pelo diretor são os chamados “cabos mortos”, que permanecem nos postes mesmo depois que deixam de ser utilizados. A retirada, porém, exige cuidado para não prejudicar empresas que mantêm suas redes em funcionamento.
Jaccomini explica que a identificação é a principal maneira de evitar cortes acidentais. Quando uma operadora é notificada sobre uma ação de retirada de fios, deve acompanhar o serviço para identificar os próprios cabos e restabelecer rapidamente a conexão dos clientes caso ocorra algum dano.
No caso da Alcans, o prazo informado para restabelecer o serviço após uma ocorrência é de até 24 horas. Em operações conjuntas de retirada de cabos, segundo o diretor, a solução costuma ocorrer em menos de oito horas.
Caso na City
Jacomini também comentou a retirada de cabos realizada na região da City Ribeirão, no fim de outubro. Segundo ele, a Alcans estava regularizada junto à CPFL e não tinha fios irregulares no local. Durante a operação, a concessionária retirou cabos abandonados de outra empresa, mas um cabo da Alcans acabou sendo removido junto, deixando um cliente sem internet.
O diretor afirmou que a empresa precisou atuar para restabelecer a conexão e destacou que situações como essa prejudicam provedores que cumprem as exigências de regularização.
Ele explicou ainda que as empresas precisam apresentar um projeto à concessionária de energia, informando por onde passam os cabos, e pagar uma taxa pelo compartilhamento dos postes. Segundo Jacomini, a Alcans mantém essa regularização em Ribeirão Preto e paga pelo uso de cada poste.
Para o diretor, a solução definitiva depende do compromisso de todas as empresas com a regularização das redes e com ações preventivas. Ele defende que concessionárias, operadoras e provedores trabalhem em conjunto, especialmente nos pontos mais críticos da cidade.
Moradores que identificarem fios soltos ou caídos devem comunicar primeiro à companhia de energia. Também podem avisar a própria operadora ou o provedor de internet, para que a empresa tome as providências necessárias.



