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Endividamento faz brasileiros reduzirem gastos durante a Copa do Mundo, aponta pesquisa

Levantamento mostra que maioria pretende assistir aos jogos em casa e evitar compras parceladas diante da pressão no orçamento
Endividamento
Karola G de Pexels / Canva

Mesmo tradicionalmente associada ao aumento do consumo, a Copa do Mundo de 2026 deve ser marcada por um comportamento mais cauteloso dos brasileiros. Pesquisa realizada pela Acordo Certo em parceria com a Boa Vista aponta que o elevado comprometimento da renda das famílias tem levado consumidores a reduzir gastos e priorizar a organização financeira.

Segundo o head de marketing da Acordo Certo, Eduardo Cavalheiro, o comprometimento da renda familiar atingiu 86% no primeiro trimestre deste ano. Diante desse cenário, a maioria dos entrevistados pretende acompanhar os jogos em casa, evitando despesas extras com bares, eventos e compras relacionadas ao torneio.

Orçamento apertado

De acordo com a pesquisa, o alto nível de endividamento tem obrigado os consumidores a fazer escolhas mais rigorosas sobre onde aplicar os recursos disponíveis.

A avaliação é de que despesas consideradas não essenciais, como decoração temática, camisetas, equipamentos eletrônicos e confraternizações, perderam espaço para gastos prioritários, como alimentação, pagamento de dívidas e despesas básicas do dia a dia.

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O levantamento também mostrou que mais de 60% dos entrevistados não pretendem realizar compras parceladas durante a Copa. Entre os produtos tradicionalmente associados ao período estão televisores, sistemas de som e outros eletrônicos.

Consumo reduzido

Outro dado apontado pela pesquisa é que apenas 5% dos entrevistados pretendem acompanhar os jogos em bares ou eventos específicos relacionados à Copa do Mundo.

A maior parte dos consumidores afirmou que deve assistir às partidas em casa, comportamento atribuído à necessidade de controlar os gastos em meio ao aumento do custo de vida, da inflação e das despesas do orçamento doméstico.

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Segundo os dados apresentados, cerca de 30% das pessoas que já realizaram alguma compra relacionada à Copa possuem contas em atraso ou algum nível de endividamento.

Renegociação

A pesquisa também identificou crescimento no interesse por renegociações de dívidas. O movimento tem sido impulsionado por programas de regularização financeira e pela busca dos consumidores por melhores condições para reorganizar o orçamento.

Entre os entrevistados que fizeram compras ligadas ao evento esportivo, 7% afirmaram acreditar que terão dificuldades para manter os pagamentos em dia nos próximos meses.

O levantamento indica que a combinação entre alto endividamento, juros elevados e perda do poder de compra tem levado os brasileiros a adotarem uma postura mais conservadora durante a Copa do Mundo, priorizando o equilíbrio financeiro em vez do aumento do consumo.

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