Um exoesqueleto robótico está sendo utilizado como aliado da fisioterapia para auxiliar movimentos, postura, equilíbrio e marcha de pacientes com limitações motoras. A tecnologia pode ser incorporada ao tratamento para facilitar tarefas específicas, como caminhar, subir escadas e percorrer distâncias maiores.
A fisioterapeuta Dra. Flávia Fortes Guimarães, especialista em neurologia infantil e adulta, explica que o equipamento não produz a marcha em quem não consegue caminhar, mas oferece assistência aos movimentos de pacientes que já apresentam alguma capacidade de realizar a tarefa.
Segundo a especialista, o equipamento utilizado em sua clínica, chamado Hyper Shell, é uma tecnologia vestível feita de fibra de carbono e liga de alumínio, com peso total de cerca de dois quilos. Ele é conectado ao corpo por meio de um colete e estruturas posicionadas na região da cintura e das coxas.
Como funciona
O exoesqueleto possui sensores que identificam eletronicamente o posicionamento da pelve e das coxas. O equipamento pode ser acionado e controlado por meio de um aplicativo instalado em um celular, que permite ajustar o nível de assistência oferecido durante o exercício.
A fisioterapeuta explica que o sistema faz uma espécie de leitura do posicionamento corporal para identificar, por exemplo, se uma perna está mais dobrada ou se a descarga de peso está maior de um lado. A partir disso, a assistência pode ser graduada conforme a necessidade do paciente.
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O treinamento pode começar com movimentos de marcha no próprio lugar e, conforme a evolução, a assistência pode ser reduzida. O objetivo é que o equipamento funcione como um facilitador dentro do tratamento fisioterapêutico e não como substituto da capacidade do paciente.
Autonomia e marcha
De acordo com Flávia, o recurso pode ser utilizado por crianças, adolescentes e adultos que apresentam dificuldades relacionadas à marcha. Entre os problemas que podem limitar a funcionalidade estão a redução da força muscular, a fadiga e a dificuldade para percorrer distâncias maiores ou subir determinados trechos.
A especialista destaca que permanecer em pé e caminhar também traz repercussões para diferentes sistemas do organismo, além dos aspectos emocionais. Em pacientes que estão retomando movimentos após acidentes ou que apresentam limitações motoras, o processo pode contribuir para a autoestima e para a sensação de autonomia.
O equipamento também pode proporcionar mais segurança durante a retomada da marcha, já que oferece assistência ao movimento. Para a fisioterapeuta, essa ajuda pode funcionar como um fator de motivação durante o processo de reabilitação.
Avaliação individual
Flávia ressalta que o exoesqueleto não é indicado da mesma forma para todos os pacientes. A utilização depende de uma avaliação individual e das características de cada caso, especialmente porque algumas doenças exigem cuidados específicos para evitar fadiga excessiva.
A fisioterapeuta cita pacientes com doenças neuromusculares, paralisia cerebral, traumatismo cranioencefálico e outras condições relacionadas ao neurodesenvolvimento. No caso das doenças neuromusculares, por exemplo, o tratamento precisa considerar o limite de esforço de cada paciente.
Além da marcha, o equipamento pode ser programado para atividades como subir e descer escadas, caminhar em rampas e até andar de bicicleta. Segundo a especialista, a proposta é utilizar o recurso em tarefas específicas dentro de um programa de fisioterapia, com expectativas alinhadas entre paciente, familiares e profissional.
A fisioterapeuta também destaca a importância dos treinamentos intensivos. Conforme explicou, programas realizados várias vezes por semana durante determinado período podem proporcionar resultados mais rápidos e que se mantenham por mais tempo, sempre de acordo com as necessidades individuais.
Um exoesqueleto robótico está sendo utilizado como aliado da fisioterapia para auxiliar movimentos, postura, equilíbrio e marcha de pacientes com limitações motoras. A tecnologia pode ser incorporada ao tratamento para facilitar tarefas específicas, como caminhar, subir escadas e percorrer distâncias maiores.
A fisioterapeuta Dra. Flávia Fortes Guimarães, especialista em neurologia infantil e adulta, explica que o equipamento não produz a marcha em quem não consegue caminhar, mas oferece assistência aos movimentos de pacientes que já apresentam alguma capacidade de realizar a tarefa.
Segundo a especialista, o equipamento utilizado em sua clínica, chamado Hyper Shell, é uma tecnologia vestível feita de fibra de carbono e liga de alumínio, com peso total de cerca de dois quilos. Ele é conectado ao corpo por meio de um colete e estruturas posicionadas na região da cintura e das coxas.
Como funciona
O exoesqueleto possui sensores que identificam eletronicamente o posicionamento da pelve e das coxas. O equipamento pode ser acionado e controlado por meio de um aplicativo instalado em um celular, que permite ajustar o nível de assistência oferecido durante o exercício.
A fisioterapeuta explica que o sistema faz uma espécie de leitura do posicionamento corporal para identificar, por exemplo, se uma perna está mais dobrada ou se a descarga de peso está maior de um lado. A partir disso, a assistência pode ser graduada conforme a necessidade do paciente.
O treinamento pode começar com movimentos de marcha no próprio lugar e, conforme a evolução, a assistência pode ser reduzida. O objetivo é que o equipamento funcione como um facilitador dentro do tratamento fisioterapêutico e não como substituto da capacidade do paciente.
Autonomia e marcha
De acordo com Flávia, o recurso pode ser utilizado por crianças, adolescentes e adultos que apresentam dificuldades relacionadas à marcha. Entre os problemas que podem limitar a funcionalidade estão a redução da força muscular, a fadiga e a dificuldade para percorrer distâncias maiores ou subir determinados trechos.
A especialista destaca que permanecer em pé e caminhar também traz repercussões para diferentes sistemas do organismo, além dos aspectos emocionais. Em pacientes que estão retomando movimentos após acidentes ou que apresentam limitações motoras, o processo pode contribuir para a autoestima e para a sensação de autonomia.
O equipamento também pode proporcionar mais segurança durante a retomada da marcha, já que oferece assistência ao movimento. Para a fisioterapeuta, essa ajuda pode funcionar como um fator de motivação durante o processo de reabilitação.
Avaliação individual
Flávia ressalta que o exoesqueleto não é indicado da mesma forma para todos os pacientes. A utilização depende de uma avaliação individual e das características de cada caso, especialmente porque algumas doenças exigem cuidados específicos para evitar fadiga excessiva.
A fisioterapeuta cita pacientes com doenças neuromusculares, paralisia cerebral, traumatismo cranioencefálico e outras condições relacionadas ao neurodesenvolvimento. No caso das doenças neuromusculares, por exemplo, o tratamento precisa considerar o limite de esforço de cada paciente.
Além da marcha, o equipamento pode ser programado para atividades como subir e descer escadas, caminhar em rampas e até andar de bicicleta. Segundo a especialista, a proposta é utilizar o recurso em tarefas específicas dentro de um programa de fisioterapia, com expectativas alinhadas entre paciente, familiares e profissional.
A fisioterapeuta também destaca a importância dos treinamentos intensivos. Conforme explicou, programas realizados várias vezes por semana durante determinado período podem proporcionar resultados mais rápidos e que se mantenham por mais tempo, sempre de acordo com as necessidades individuais.



