A família do pecuarista João Roberto Bolelli, encontrado morto na fazenda dele em Rifaina, afirma que R$ 100 mil desapareceram da conta bancária do empresário enquanto ele estava desaparecido. A defesa pretende levar o caso à polícia. Bolelli era o principal suspeito de matar Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, na semana passada.
A informação foi apresentada pela advogada Lauriane Baldini França, que representa a família do pecuarista. Segundo ela, os parentes ainda tentam descobrir o destino do dinheiro. A defesa também contesta a versão de que Bolelli e Priscila não mantinham um relacionamento.
De acordo com a advogada, os dois teriam viajado juntos para Franca na quinta e na sexta-feira anteriores ao crime. Na sexta, eles também teriam visitado uma loja de veículos e demonstrado interesse na compra de uma caminhonete avaliada em R$ 109 mil.
“Como pode uma pessoa que não está em um relacionamento estar viajando com seu João desde quinta-feira?”, questionou a advogada. Ela afirmou que a compra não foi concluída naquele momento e que a defesa ainda não conseguiu acesso às imagens da loja.
Versões sobre o relacionamento
Do outro lado, Samuel Ramos, que se apresenta como namorado de Priscila, afirma que os dois estavam juntos havia quase cinco meses e já moravam na mesma casa. Segundo ele, o casal também planejava se casar.
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A advogada da família de Bolelli, por sua vez, disse que os parentes do pecuarista não tinham conhecimento do relacionamento. Ela relatou que Priscila esteve na fazenda com ele na sexta-feira anterior ao crime e que um neto de Bolelli teria sido orientado a deixar o local.
A defesa da família de Priscila afirma que as informações sobre o dinheiro e o relacionamento precisam ser comprovadas durante a investigação. O advogado Diogo Máximo disse que o objetivo é esclarecer o caso e preservar a memória da jovem.
“Eles vão ter que provar tudo isso dentro do inquérito, dentro do processo. Nós estamos aqui para proteger o nome da Priscila”, afirmou.
Investigação continua
Mesmo com a morte do principal suspeito, a Polícia Civil deve continuar investigando o caso para esclarecer se Bolelli agiu sozinho ou contou com a ajuda de outras pessoas. A explicação é do advogado João Pedro Silvestrini. Segundo ele, caso seja identificada a participação de terceiros, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia.
O advogado também avalia que a discussão sobre a natureza do relacionamento entre Priscila e Bolelli não deve alterar a classificação do crime. Para ele, o principal ponto da investigação agora é apurar se o pecuarista teve ajuda de outras pessoas. A família de Priscila também pode buscar uma indenização na Justiça. De acordo com Silvestrini, um eventual pedido poderia ser apresentado contra o espólio de Bolelli, ou seja, o conjunto de bens deixados por ele.
Bolelli foi encontrado morto na própria fazenda. Nas vestes dele, havia uma carta escrita à mão, mas o conteúdo ainda não foi divulgado. A causa da morte também não foi esclarecida pela polícia. A Polícia Civil de Rifaina continua apurando as circunstâncias das duas mortes e a possível participação de outras pessoas no assassinato de Priscila.



