O interior de São Paulo enfrenta um período prolongado de estiagem, com aumento do calor, baixa umidade relativa do ar e maior risco de incêndios. Em Ribeirão Preto e região, a falta de chuvas intensifica a preocupação, especialmente após o cenário crítico registrado em 2024, quando incêndios atingiram diversas áreas.
Diante desse contexto, o governo do Estado iniciou novas ações de prevenção, com foco na fase amarela da operação SP Sem Fogo, que antecede o período mais crítico da estiagem. A iniciativa inclui a distribuição gratuita de 2 mil exemplares de um guia com orientações sobre prevenção e combate a incêndios florestais.
Prevenção ampliada
O material informativo será entregue a produtores rurais, gestores de áreas naturais, prefeituras e comunidades próximas a regiões com vegetação. O objetivo é orientar sobre medidas preventivas e procedimentos em caso de incêndio, fortalecendo a atuação conjunta entre poder público e população.
Além disso, o Estado tem investido em ações contínuas desde 2023, com destaque para a retirada de massa seca em áreas estratégicas, como unidades de conservação e margens de rodovias. A proposta é reduzir a propagação do fogo e minimizar impactos em períodos mais críticos.
Um novo programa também foi anunciado durante a Agrishow, com participação de diferentes órgãos e foco na prevenção, monitoramento e combate a incêndios em rodovias concedidas e estaduais. A iniciativa prevê integração entre concessionárias, Corpo de Bombeiros e outros agentes, além da criação de um comitê de gestão.
Leia também
Capacitação e estrutura
Outro eixo importante das ações envolve a capacitação de profissionais que atuam diretamente no enfrentamento aos incêndios. Equipes das defesas civis municipais, Corpo de Bombeiros, brigadistas e técnicos da Fundação Florestal passam por treinamentos para atuação em situações de risco.
O governo também reforçou a estrutura de combate, com a contratação temporária de brigadistas e a entrega de equipamentos para municípios, como caminhões-pipa e materiais utilizados nas operações. A estratégia inclui ainda medidas preventivas, como aceiros e queima controlada, especialmente em áreas mapeadas como mais vulneráveis.
A atuação abrange tanto áreas urbanas quanto rurais, incluindo estradas vicinais e rodovias, com foco na proteção de moradores, motoristas e produtores rurais.
Monitoramento constante
O Estado também ampliou o uso de tecnologia para monitoramento ambiental. Atualmente, o mapeamento cobre mais de 3,5 milhões de quilômetros quadrados, permitindo a identificação de focos de risco e alterações nas condições ambientais em tempo real.
A rede de monitoramento inclui mais de 63 estações meteorológicas e de medição da qualidade do ar, consideradas as maiores do país. Os dados ajudam a orientar decisões e ações rápidas em caso de fumaça ou incêndios, além de avaliar impactos na saúde da população.
Durante a Agrishow, o governo destacou ainda iniciativas voltadas à sustentabilidade no campo, incluindo projetos de restauração ecológica e regulamentações sobre queima controlada, com foco em segurança jurídica e responsabilidade ambiental para produtores.



