O Tribunal do Júri de Barretos iniciou, na manhã desta quinta-feira (24), o julgamento dos quatro homens acusados de matar a estudante Bárbara Carolina Cantídio, de 17 anos, durante uma confusão registrada na época da Copa do Mundo de 2022.
A sessão começou por volta das 9h45 e, devido ao número de testemunhas e advogados envolvidos, a expectativa do Ministério Público é de que o julgamento se estenda por pelo menos mais dois dias.
Crime
Os réus são Carlos Alberto Marques de Castro, Caio Vinícius Narciso de Oliveira Conceição, Vinícius de Oliveira Jesus e Roberval Arena da Silva Filho. Eles respondem por homicídio qualificado e por três tentativas de homicídio.
O crime ocorreu em 9 de dezembro de 2022, quando o Brasil enfrentava a Croácia pelas quartas de final da Copa do Mundo. Segundo a denúncia, uma briga começou dentro de um shopping de Barretos, onde a partida era transmitida em um telão.
Após serem retirados pelos seguranças, os envolvidos continuaram a discussão do lado de fora do estabelecimento. Durante a confusão, foram efetuados disparos de arma de fogo. Bárbara foi atingida, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Outras três pessoas também ficaram feridas.
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Depoimentos emocionam
Entre as vítimas está a prima de Bárbara, Débora, que sobreviveu ao ataque e prestou depoimento ao Tribunal do Júri.
A mãe da jovem, Tatiane Cristina Rebor, afirmou que a filha ainda enfrenta consequências físicas e psicológicas do episódio.
Segundo ela, Débora sofre com pesadelos, depressão e carrega cicatrizes das cirurgias realizadas após o disparo, além de sequelas provocadas pelos ferimentos no pulmão e nas costelas.
Acusação e defesa
Durante o julgamento, os jurados também ouvirão testemunhas, familiares, representantes do Ministério Público e as defesas dos acusados.
A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Já os advogados dos quatro réus negam a participação de seus clientes no homicídio.
Familiares de Bárbara acompanham o julgamento e afirmam que reviver o caso tem sido um momento de grande sofrimento. Eles relatam que as lembranças da tragédia permanecem vivas sempre que passam pelo local onde ocorreu o crime.
Ao final dos debates, sete jurados serão responsáveis por decidir se os quatro acusados serão condenados ou absolvidos.



