A Justiça de Araraquara autorizou novas medidas na Operação Laziosi, que investiga um esquema de falsificação e comercialização de medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer. A decisão determinou a prisão preventiva de três investigados, novas buscas e apreensões e o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 15 milhões.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Ribeirão Preto, e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), também com atuação na região.
A investigação começou após uma farmacêutica fabricante de um medicamento oncológico denunciar a suspeita de falsificação. O produto teria sido comercializado por uma distribuidora de Araraquara. Uma perícia confirmou que o medicamento não continha o princípio ativo necessário para o tratamento da doença.
A apuração também identificou a venda de outro medicamento oncológico a um hospital de Araras, em abril de 2025. Foram comercializadas nove unidades do produto falsificado. De acordo com a investigação, uma das unidades chegou a ser administrada em um paciente. As outras oito foram recolhidas para análise.
Novas medidas
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Araraquara, Agudos, Mirassol, Marília e São Paulo. Em uma decisão complementar, assinada em 4 de novembro, a Justiça autorizou uma nova busca em outro endereço na capital paulista.
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A decisão também determinou a suspensão das atividades de sete empresas ligadas à investigação. Elas estão proibidas de vender, distribuir, importar ou armazenar medicamentos e produtos para a saúde. As medidas fazem parte da investigação, e os envolvidos ainda não têm culpa estabelecida. Eles têm direito à ampla defesa.



