A pressão por resultados rápidos tem levado muitas lideranças a adotarem um ritmo acelerado de trabalho, mas esse comportamento pode trazer consequências negativas para empresas e equipes. Segundo o palestrante, mentor e especialista em desenvolvimento e liderança Marcelo Jabur, a busca constante por metas e entregas imediatas pode resultar em decisões precipitadas, aumento do retrabalho, desgaste emocional e ambientes corporativos mais tensos.
Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, Jabur destacou que a velocidade nem sempre está associada à eficiência. Para ele, a falta de tempo para análise e reflexão compromete a qualidade das decisões e pode gerar um ciclo contínuo de erros, correções e novos problemas.
Tomada de decisão
De acordo com o especialista, muitas empresas acreditam que acelerar processos é a melhor forma de alcançar resultados. No entanto, decisões tomadas sem informações suficientes ou sem a devida análise costumam exigir revisões posteriores, aumentando o retrabalho e o desperdício de tempo.
Jabur compara o cenário à tentativa de trocar o pneu de um carro em movimento. Segundo ele, em muitos casos é necessário “parar o carro” para avaliar a situação com mais calma e encontrar soluções mais adequadas.
O especialista afirma que a falta de ponderação também afeta a saúde mental dos profissionais. A combinação entre pressão por resultados, prazos curtos e necessidade constante de decisões rápidas aumenta a ansiedade e reduz a capacidade de avaliação crítica.
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Impacto nas equipes
Marcelo Jabur ressalta que o comportamento da liderança influencia diretamente toda a equipe. Quando gestores trabalham sob constante aceleração e desorganização, a tendência é que esse padrão seja reproduzido pelos colaboradores.
Segundo ele, resultados abaixo do esperado geram frustração, reduzem a confiança dos profissionais e comprometem o engajamento. Com menor motivação, a produtividade tende a cair, criando um ciclo que prejudica ainda mais os resultados da empresa.
O especialista alerta que esse processo pode provocar perda de talentos, aumento da rotatividade e dificuldades para manter o desempenho dos times. Para pequenas e médias empresas, os impactos podem comprometer inclusive a sustentabilidade do negócio.
Autoconhecimento
Para reverter esse cenário, Jabur defende que líderes desenvolvam maior capacidade de autocrítica e reconheçam possíveis limitações na forma como conduzem suas equipes.
Ele destaca que o primeiro passo é identificar a necessidade de evolução. A partir disso, ferramentas como terapia, treinamentos, mentorias, atividades físicas e práticas de meditação podem ajudar no desenvolvimento do autocontrole emocional e da capacidade de tomada de decisão.
Segundo o especialista, lideranças que conseguem manter a calma em momentos de pressão criam ambientes mais saudáveis e produtivos. Para ele, o equilíbrio entre velocidade e reflexão é fundamental para alcançar resultados sustentáveis no longo prazo.



