Doença acomete principalmente as mulheres a partir da menopausa; reumatologista Flávio Calil Petean traz os detalhes
Hoje, em comemoração ao Dia Mundial de Prevenção da Osteoporose, discutimos essa doença silenciosa que causa perda de massa óssea, levando a fraturas, dores intensas e redução da mobilidade. Segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea, apenas 20% das pessoas recebem o diagnóstico antes que a doença atinja estágios avançados.
Causas da Osteoporose
A osteoporose afeta principalmente mulheres, sendo a menopausa a principal causa, devido à redução na produção de hormônios femininos essenciais para a saúde óssea. Homens também podem desenvolver a doença, principalmente após os 70 anos. Além dos fatores hormonais, a osteoporose é multifatorial, influenciada por genética, estilo de vida sedentário, baixo peso, falta de exposição ao sol, consumo insuficiente de leite, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Diagnóstico e Tratamento
O ginecologista é o profissional mais indicado para o acompanhamento, considerando a história familiar e hábitos de vida da paciente. O diagnóstico envolve exames para descartar causas secundárias, como problemas na tireoide, diabetes e uso de corticoides, além da densitometria óssea, exame que prevê o risco de fraturas. O tratamento inclui mudanças no estilo de vida (cessar tabagismo, reduzir o consumo de álcool, praticar atividade física, exposição solar regular e ingestão adequada de cálcio e vitamina D), além de medicamentos modernos que auxiliam na reversão da osteoporose.
Cuidados com Idosos
Em idosos, as quedas são a principal causa de fraturas, muitas vezes ocorrendo dentro de casa. Recomenda-se a remoção de obstáculos, boa iluminação, uso de barras de apoio no banheiro e pisos antiderrapantes para prevenir acidentes. A prevenção e o tratamento precoce são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações.
A osteoporose é tratável e reversível com diagnóstico precoce, mudanças de hábitos e acompanhamento médico. A conscientização e a prevenção, principalmente entre as mulheres, são cruciais para reduzir o impacto dessa doença.



