O planejamento reprodutivo deve começar antes mesmo da decisão de ter filhos, segundo o ginecologista e obstetra Diler Pereira da Silva, especialista em reprodução. O acompanhamento permite avaliar a saúde da mulher, identificar possíveis alterações que podem afetar a fertilidade e discutir estratégias para preservar a capacidade reprodutiva.
Entre os fatores que devem ser observados estão doenças como endometriose, alterações nos órgãos reprodutivos, questões hormonais e a reserva de óvulos. O especialista também destaca a importância de considerar os planos pessoais e profissionais da mulher para avaliar, por exemplo, a possibilidade de congelamento de óvulos para uma tentativa de gravidez no futuro.
O cuidado, segundo o médico, deve incluir ainda alimentação adequada, atividade física, redução do sedentarismo e boa qualidade do sono. Esses fatores podem influenciar a saúde reprodutiva e devem fazer parte das conversas durante as consultas ginecológicas.
Infertilidade
A infertilidade é investigada após um período diferente de tentativas, conforme a idade da mulher. Até os 35 anos, a orientação é procurar avaliação depois de um ano de relações frequentes sem métodos contraceptivos e sem conseguir engravidar.
A partir dos 35 anos, esse período é reduzido para seis meses. Segundo Diler, a dificuldade para engravidar aumenta depois dessa idade e é ainda maior após os 40 anos, o que justifica uma investigação mais precoce.
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As causas da infertilidade são variadas. Entre as mais frequentes estão a endometriose, alterações físicas dos órgãos femininos, fatores masculinos, alterações hormonais e doenças infecciosas que podem provocar obstrução das trompas. Por isso, o médico destaca a necessidade de uma investigação individualizada para identificar as causas em cada casal.
Tratamentos
Diler afirma que os avanços tecnológicos ampliaram o acesso aos tratamentos de reprodução assistida. As alternativas podem envolver procedimentos cirúrgicos antes das tentativas e técnicas como inseminação artificial e fertilização.
Segundo o especialista, Ribeirão Preto conta inclusive com um centro de fertilização in vitro ligado ao sistema público. Ele destaca que o avanço das tecnologias também ampliou as possibilidades para casais homoafetivos que desejam ter filhos.
Além das questões físicas, a infertilidade pode provocar impactos psicológicos e afetar relacionamentos. O médico afirma que um projeto reprodutivo sem sucesso pode desencadear problemas emocionais e interferir na vida de mulheres e homens, além de afetar casamentos e namoros.
Por isso, o planejamento reprodutivo deve ser considerado mesmo por quem não pretende ter filhos imediatamente. A orientação é conversar com o ginecologista sobre saúde, contracepção, planos para a maternidade e possibilidades de preservação da fertilidade.



