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Pesquisa encontra forma alternativa de tratamento da visão em diabéticos

Descoberta da USP foi premiada no 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo
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Descoberta da USP foi premiada no 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo

Descoberta da USP foi premiada no 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo

Uma pesquisa inovadora do setor de retina e vítreo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto foi premiada no 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo. O estudo, realizado durante três anos, focou em encontrar o melhor tratamento para pacientes diabéticos com problemas de microcirculação na retina.

O Problema da Microcirculação na Retina Diabética

O diabetes afeta a microcirculação da retina, causando danos que podem levar à perda de visão. A região afetada produz um fator chamado VGF, que estimula o crescimento de vasos sanguíneos anormais, propensos a sangramentos. Tratamentos convencionais envolvem a queima da área afetada com laser, mas isso pode danificar tecido saudável.

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Comparativo entre os tratamentos

Foram testadas três abordagens: laser de mira única, laser de miras múltiplas e a combinação de laser de miras múltiplas com um medicamento (disponível desde 2007) que previne sangramentos. A pesquisa concluiu que a combinação de laser de miras múltiplas com o medicamento é a melhor opção, pois preserva mais tecido retiniano funcional. Embora o laser de mira única seja mais acessível, o laser de miras múltiplas, por sua maior precisão, poupa mais a retina, garantindo melhor visão.

Acesso ao tratamento para pacientes do SUS

Apesar da eficácia da combinação do laser de miras múltiplas com o medicamento, o alto custo deste último representa um obstáculo para o acesso de pacientes de baixa renda. Os pesquisadores estão trabalhando com a Secretaria de Saúde para implementar um centro que ofereça o tratamento a um custo acessível para pacientes do SUS, com expectativa de início das operações em aproximadamente um ano. A pesquisa foi conduzida pelos professores Rodrigo Jorge e André Messias, e pelas pesquisadoras Catarina Messias e Rafael de Montier Barroso.

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