Funcionários da USP, Unesp e Unicamp reivindicam aumento salarial de 12%; manifestantes não descartam entrar em greve
Professores e funcionários da USP de Ribeirão Preto realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (atualize com a data), distribuindo panfletos na entrada da universidade. A manifestação reivindica reajuste salarial, alegando defasagem desde 2014.
Salários Defasados e Crescimento da USP
Segundo Luiz Ribeiro, diretor do sindicato dos funcionários da USP, os salários estão congelados desde 2014, resultando em significativa perda do poder aquisitivo. A reivindicação não se limita à inflação do último ano (estimada em até 2%), mas abarca a defasagem acumulada. O argumento central é o crescimento do ICMS, principal fonte de arrecadação da USP, contrastando com a alegada situação financeira da instituição. Apesar de a USP mencionar novas contratações, os funcionários defendem a recomposição salarial, enfatizando seu papel fundamental na universidade.
Ameaça de Greve e Comparação com outras Instituições
O presidente do sindicato não descarta a possibilidade de greve caso as reivindicações não sejam atendidas. A manifestação em Ribeirão Preto ocorreu de forma separada do movimento realizado na capital paulista, onde professores, funcionários e alunos da Unesp participaram de uma reunião. João Chaves, presidente do sindicato dos servidores da Unesp, destaca que a USP e Unicamp tiveram reajuste de 3% em 2016, benefício não estendido aos funcionários da Unesp. Ele afirma que a defasagem salarial na Unesp é ainda maior, pois o reajuste de 3% em 2016 ficou abaixo da inflação e, até o momento, não foi aplicado. A comparação salarial aponta para uma diferença de até 30% entre docentes da USP/Unicamp e da Unesp. Além do aumento salarial, a manifestação também reivindica melhorias no vale-refeição e alimentação.
Retorno às Aulas
As aulas na USP de Ribeirão Preto devem retornar ao normal nesta quinta-feira (atualize com a data).



