A rede municipal de ensino de Ribeirão Preto retomou praticamente todas as atividades presenciais após os estragos provocados pelo temporal da última sexta-feira (24). Das 41 escolas que sofreram danos mais significativos, apenas uma permanecia sem aulas nesta quarta-feira (29), segundo a Secretaria Municipal da Educação.
Ao todo, 46 unidades registraram algum tipo de impacto, como queda de galhos, deslocamento de telhas e danos estruturais. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o secretário de Educação, Christian Viana, afirmou que uma força-tarefa iniciada ainda na sexta-feira (24) permitiu a rápida recuperação da maior parte das escolas.
Segundo ele, o número de unidades impossibilitadas de receber alunos caiu de 41 para 14 na segunda-feira (27), depois para três na terça-feira (28) e, agora, apenas uma segue interditada. De acordo com o secretário, gestores, professores, servidores, pais e equipes da Prefeitura participaram dos trabalhos de limpeza e recuperação das unidades durante todo o fim de semana.
As ações incluíram a retirada de galhos, escombros e materiais que ofereciam risco aos estudantes, além do apoio de outras secretarias para remover árvores e troncos de grande porte. A única unidade que permanece fechada é a Escola Municipal Nagibe, no bairro Ipiranga, onde a queda de uma árvore de grande porte atingiu duas salas de aula.
Segurança
Christian Viana afirmou que equipes de engenharia vistoriaram todas as escolas afetadas para verificar as condições de segurança antes da retomada das atividades.
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Segundo ele, não foram identificados problemas significativos nas redes elétrica e hidráulica que impedissem o funcionamento das unidades. Nos casos em que houve danos em muros, foram instalados tapumes enquanto os reparos definitivos são executados.
O secretário explicou que as prioridades da força-tarefa foram eliminar riscos relacionados às redes de energia e água, garantir a segurança dos alunos e restaurar as condições mínimas para o funcionamento das escolas.
Ensino presencial
A Secretaria da Educação informou que não foi necessário recorrer ao ensino remoto na rede municipal. Para Christian Viana, manter os alunos nas escolas é fundamental não apenas para a aprendizagem, mas também para garantir alimentação, acolhimento e acompanhamento diário das crianças.
Segundo o secretário, nas unidades que tiveram salas interditadas, os estudantes serão realocados para outros espaços da própria escola ou, temporariamente, para outras unidades até a conclusão das obras.
Ele destacou ainda que a retirada de galhos e troncos continua sendo o principal desafio neste momento, já que a demanda é grande em toda a cidade e depende da disponibilidade de equipes, caminhões e áreas apropriadas para descarte do material.
Christian Viana também orientou pais e responsáveis a comunicarem à Secretaria da Educação caso identifiquem qualquer situação de risco nas escolas, para que uma equipe técnica seja enviada ao local.



