A procura por renegociação de dívidas aumentou em Ribeirão Preto nos primeiros meses deste ano. Segundo dados apresentados durante entrevista à CBN Ribeirão Preto, o volume de acordos fechados cresceu mais de 41% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O cenário ocorre em meio ao elevado índice de endividamento das famílias brasileiras. Atualmente, Ribeirão Preto reúne mais de 55 mil CPFs negativados, enquanto o país registra cerca de 82,8 milhões de inadimplentes, segundo números citados durante a entrevista.
De acordo com Eduardo Cavalheiro, head de marketing da Acordo Certo, o crescimento nas renegociações está relacionado principalmente à necessidade dos consumidores de reorganizar a vida financeira e recuperar acesso ao crédito.
Busca crédito
Segundo Eduardo Cavalheiro, muitas pessoas estão renegociando dívidas não porque houve melhora financeira, mas por necessidade. Ele explicou que o consumidor busca limpar o nome para conseguir crédito e viabilizar despesas importantes do dia a dia.
O representante da Acordo Certo destacou que o Brasil vive um cenário recorde de endividamento, com cerca de 80% das famílias endividadas. Além disso, o país soma mais de 338 milhões de dívidas acumuladas. De acordo com os dados apresentados, cada consumidor inadimplente possui, em média, três pendências financeiras, com valor médio aproximado de R$ 6.700 em dívidas.
Novo Desenrola
A nova etapa do programa Desenrola Brasil também contribuiu para o aumento nas renegociações. Segundo Eduardo Cavalheiro, o programa oferece condições consideradas vantajosas, como descontos de até 90% e parcelamentos em até 48 vezes.
Ele afirmou ainda que os consumidores podem utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas e voltar a ter acesso ao crédito no mercado. De acordo com Cavalheiro, o Banco do Brasil registrou crescimento de 87% nas renegociações no primeiro dia da nova etapa do programa em comparação com a semana anterior, indicando aumento no interesse dos consumidores.
Planejamento financeiro
Durante a entrevista, Eduardo Cavalheiro alertou que os consumidores precisam avaliar cuidadosamente a capacidade de pagamento antes de fechar acordos de renegociação. Segundo ele, o ideal é priorizar pagamentos à vista quando houver possibilidade financeira, já que os descontos costumam ser maiores. Nos casos de parcelamento, a recomendação é que a parcela caiba no orçamento com folga.
O representante da Acordo Certo destacou que o mais importante não é apenas sair da inadimplência, mas evitar voltar ao endividamento nos meses seguintes, principalmente em um cenário de juros elevados.



