As unidades de saúde mais atingidas pelo temporal da última sexta-feira começaram a passar por obras de recuperação em Ribeirão Preto. Segundo o secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, hospitais já voltaram a funcionar normalmente, enquanto quatro unidades básicas seguem com reparos após danos causados pelos ventos e pela chuva.
Além das obras, a prefeitura firmou uma parceria com a ONG União BR para instalar estruturas provisórias de atendimento, reduzindo o impacto para moradores das regiões afetadas durante o período de reconstrução.
Reconstrução
De acordo com o secretário, as unidades da Vila Tibério, Adão do Carmo, Paiva e Santa Cruz foram as mais afetadas pelo temporal. Os trabalhos já começaram com a retirada de árvores, troncos e galhos, além da preparação para a recuperação de telhados, paredes e demais estruturas danificadas.
No Hospital Santa Lydia, o centro cirúrgico já retomou as atividades. Ainda há danos em parte do telhado, mas um projeto para a recuperação da estrutura já está em andamento.
A parceria com a União BR prevê a instalação de uma carreta adaptada com consultórios, que deve iniciar os atendimentos após a conclusão da instalação da estrutura de informática. Também está prevista a chegada de dois contêineres na próxima semana para ampliar o suporte à população enquanto as unidades passam pelas reformas.
Leia também
Atendimento
Segundo Maurício Godinho, os pacientes das unidades interditadas foram remanejados para serviços próximos, evitando desassistência, embora isso tenha provocado aumento na demanda das demais unidades.
O secretário também informou que todos os leitos de UTI da cidade permanecem ocupados. Segundo ele, o funcionamento da rede depende da liberação gradual de vagas, conforme pacientes recebem alta das enfermarias e das unidades de terapia intensiva.
A Santa Casa continua sendo o hospital com maior volume de atendimentos da região, o que mantém a unidade em constante situação de sobrecarga. A prefeitura afirma que busca alternativas para ampliar a oferta de leitos.
Ajuda humanitária
A Secretaria de Assistência Social informou que não há mais pessoas desabrigadas em abrigos municipais. Das famílias afetadas pelo temporal, cerca de 12 pessoas precisaram de acolhimento temporário e já retornaram às suas rotinas. A maioria dos desalojados foi acolhida por parentes ou amigos.
Segundo o secretário, a mobilização da população garantiu grande volume de doações de alimentos, colchões, cobertores e outros itens de primeira necessidade. Neste momento, a orientação é priorizar doações de alimentos, água, colchões e cobertores, já que o estoque de roupas é suficiente.
As doações estão sendo centralizadas na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS).



