Um incêndio atingiu uma residência antiga na Avenida Caramuru, em Ribeirão Preto. O Corpo de Bombeiros foi acionado por vizinhos que perceberam fumaça preta saindo de um dos cômodos do imóvel. As equipes encontraram as chamas concentradas principalmente em um quarto ocupado por uma mulher de 45 anos.
Inicialmente, havia a informação de que a mulher poderia estar dentro da casa. No entanto, segundo o Corpo de Bombeiros, nenhuma pessoa foi localizada no imóvel, nem com vida nem sem vida. O incêndio foi controlado e os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo.
O quarto ficou praticamente destruído pelo fogo, mas, de acordo com o tenente João Paulo Bortolim, a estrutura da residência não foi comprometida. O imóvel não precisou ser interditado.
Combate ao fogo
O trabalho dos bombeiros foi acompanhado por equipes do GRAU, devido aos riscos provocados pela fumaça. Segundo o médico Edmilson Guedes, os profissionais avaliaram a saturação, a frequência cardíaca, a perda de líquidos durante a exposição ao calor e a presença de monóxido de carbono.
Os bombeiros precisaram fazer revezamentos durante o combate às chamas. Conforme o médico, dois profissionais entram por vez e podem permanecer por cerca de cinco minutos, dependendo das condições do incêndio e do calor no local.
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Após o controle do fogo, foi realizado o rescaldo. A fumaça também se espalhou por outros cômodos e deixou sujeira no imóvel, mas não houve comprometimento da estrutura da casa.
Mulher não localizada
A responsável pelo imóvel não estava na residência no momento do incêndio porque trabalha à noite. Ao chegar ao local, ficou abalada com a movimentação das equipes de emergência.
Ela afirmou suspeitar que o incêndio possa ter sido criminoso. Segundo o relato da responsável, a mulher de 45 anos que ocupava o quarto teria um relacionamento conturbado com um homem que, nesta semana, teria invadido a residência e agredido a mulher.
Ainda de acordo com a responsável pelo imóvel, o homem já teria feito ameaças e invadido a casa em outras ocasiões à procura da mulher. Até o momento da reportagem, ela não havia sido localizada.
A responsável informou que pretendia procurar a Polícia Militar para registrar a ocorrência e buscar informações sobre o paradeiro da mulher e sobre o homem apontado como suspeito das agressões. A causa do incêndio ainda não foi determinada pelo Corpo de Bombeiros, e a suspeita de que o fogo tenha sido criminoso deverá ser apurada.



