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Ribeirão Preto registra alta nas internações por síndrome respiratória e reforça alerta para vacinação contra gripe

Cidade soma 403 casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026 e infectologista alerta para baixa adesão à vacina
respiratória
Towfiqu barbhuiya de Pexels / Canva

O aumento das internações por síndrome respiratória aguda grave em Ribeirão Preto tem preocupado autoridades de saúde e reforçado o alerta para a importância da vacinação contra a gripe. Dados da Vigilância Epidemiológica mostram crescimento contínuo nos registros desde o início do ano.

Janeiro terminou com 49 casos confirmados, fevereiro teve 64 registros, março contabilizou 108 e abril chegou a 148 casos. Apenas nos dez primeiros dias de maio já foram confirmados outros 34 casos, totalizando 403 ocorrências em 2026.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, apesar de uma pequena redução recente nas notificações, o monitoramento segue intensificado e a orientação é para que a população mantenha os cuidados preventivos.

Baixa adesão

O médico infectologista Lucas Agra alertou para a baixa adesão à vacinação contra a influenza, principalmente entre os grupos prioritários.

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De acordo com ele, o cenário pós-pandemia e o fortalecimento do movimento antivacina contribuíram para a queda na procura pelas doses, mesmo com a vacina disponível gratuitamente nas unidades de saúde.

O especialista destacou ainda que o único óbito registrado por influenza em Ribeirão Preto neste ano foi de um adulto jovem que não havia sido vacinado.

Pressão hospitalar

Além de reduzir casos graves, a vacinação também ajuda a diminuir a pressão sobre as unidades de saúde e hospitais, segundo o infectologista.

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Lucas Agra explicou que pacientes com doenças respiratórias ocupam leitos por mais tempo e ainda exigem isolamento, o que reduz a capacidade de atendimento hospitalar.

O médico também alertou que a gripe pode agravar doenças já existentes, como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca, aumentando o risco de internações e complicações.

Proteção coletiva

A Secretaria da Saúde reforça que a vacinação é fundamental para proteger não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade.

Entre os grupos prioritários estão idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com comorbidades. A imunização segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município.

O infectologista destacou ainda a importância da conscientização coletiva para reduzir a circulação do vírus e evitar novos casos graves.

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