O movimento intenso de veículos e pedestres nos horários de entrada e saída das escolas exige atenção redobrada e planejamento do trânsito. Na coluna Direção Preventiva, Lucas Mora, professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sertãozinho, destaca os riscos de atropelamentos envolvendo principalmente crianças, que nem sempre têm experiência para avaliar as condições de travessia. O especialista também alerta para distrações provocadas pelo celular e pelo uso de fones de ouvido, tanto por pedestres quanto por motoristas.
Segundo Mora, a segurança no entorno das escolas depende de estudos técnicos de engenharia de tráfego, que devem avaliar a necessidade de redução de velocidade, semáforos, faixas de pedestres, lombadas, áreas de embarque e desembarque e escalonamento dos horários de saída. Ele ressalta que a faixa de pedestres, isoladamente, não garante uma travessia segura. Também é necessário considerar o fluxo de veículos, a disponibilidade de vagas, a sinalização e a fiscalização. O professor cita ainda o crescimento da frota de Ribeirão Preto e os impactos da concentração de carros nos horários de maior movimento.
Enquanto melhorias estruturais não são implantadas, motoristas devem reduzir a velocidade, respeitar a preferência dos pedestres, evitar ultrapassar veículos parados e manter a atenção ao volante. Já os pedestres precisam observar o trânsito, utilizar as faixas e buscar contato visual com os condutores antes de atravessar. A orientação central é que todos contribuam para a segurança, com atenção especial aos usuários mais vulneráveis, como as crianças.
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