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Superintendente do SPC Brasil avalia as vendas do comércio na Páscoa

Comparado ao mesmo período do ano passado, aumento neste ano foi de 1,29%
vendas de páscoa
Comparado ao mesmo período do ano passado, aumento neste ano foi de 1,29%

Comparado ao mesmo período do ano passado, aumento neste ano foi de 1,29%

O superintendente de finanças da SPC Brasil, Flávio Borges, concedeu entrevista à CBN para comentar os números de vendas de produtos de Páscoa em 2019.

Resultados da Páscoa: Recuperação tímida

As vendas de produtos de Páscoa registraram um aumento de 1,29% em relação a 2018, interrompendo a queda de 0,3% a 0,4% observada no ano anterior. Apesar do crescimento positivo, o resultado ficou aquém das expectativas, não atingindo os níveis pré-crise. A análise indica uma recuperação lenta, atribuída à complexa situação econômica e às incertezas políticas. A expectativa era de um crescimento mais expressivo, aproximando-se dos níveis anteriores à crise, que chegaram a registrar quedas próximas a 15% em alguns anos.

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Produtos mais procurados e hábitos de consumo

Uma pesquisa de intenção de compra revelou os produtos mais procurados: ovos de chocolate industrializados (61%), seguidos por caixas de bombom. Ovos artesanais e caseiros representaram 38% das intenções de compra, demonstrando a Páscoa como evento gerador de renda extra para muitas famílias. Barras de chocolate (industrializadas e artesanais) e colombas pascais também foram mencionadas, assim como bebidas como vinho. A crescente popularidade da colomba pascal é vista como um alívio para a indústria de panificação, que busca diversificar sua produção além do período natalino.

Cenário econômico e perspectivas futuras

O crescimento de 1,29% nas vendas de Páscoa é visto com cautela, servindo como termômetro para as próximas datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. O gasto médio por pessoa na Páscoa foi de R$ 196, considerando a cesta completa de produtos. A pesquisa da SPC Brasil indica que 62,7 milhões de pessoas estavam negativadas em março de 2019, com leve alta de 0,13% no primeiro trimestre. Essa estabilidade, apesar de aparentemente positiva, reflete a dificuldade de acesso ao crédito, principalmente entre jovens, e um maior comprometimento de renda entre idosos. A recuperação econômica e a redução do desemprego são fatores cruciais para uma melhora significativa no cenário econômico e no consumo.

A entrevista finaliza com a expectativa de um resultado melhor para o Dia das Mães, em linha com o crescimento moderado observado na Páscoa, e a ênfase na importância da retomada da economia e da geração de empregos para impulsionar as vendas e o consumo no varejo.

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