O hospital veterinário público de Ribeirão Preto segue sem funcionamento mesmo após três anos da entrega do prédio, gerando cobranças de organizações não governamentais que atuam no cuidado de cães e gatos na cidade. A estrutura, que já passou por reforma após atos de vandalismo, nunca realizou atendimentos.
Enquanto isso, ONGs que acolhem animais abandonados ou vítimas de maus-tratos enfrentam dificuldades para manter os serviços. Sem apoio público, os custos com medicamentos, exames e atendimentos veterinários são arcados por voluntários e doações, o que limita o alcance das ações.
A promessa da prefeitura é que a clínica veterinária popular, parte do projeto estadual, comece a funcionar até o fim de maio. Até lá, a população e as entidades seguem aguardando a efetivação do serviço.
Custos altos
A diretora de uma ONG que acolhe cerca de 80 animais em Ribeirão Preto destaca que todas as despesas são custeadas por voluntários, que mantêm os cães e gatos em suas próprias casas até a adoção. Segundo ela, a ausência de um hospital público agrava a situação financeira das entidades.
Sem qualquer tipo de parceria ou verba pública, os gastos com tratamentos veterinários se tornam cada vez mais elevados. A expectativa é que a abertura da clínica pública ajude a reduzir esses custos e amplie o atendimento aos animais resgatados.
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Outra associação da cidade mantém uma clínica veterinária há 30 anos, com cerca de 100 atendimentos mensais. Mesmo com preços populares e atendimentos gratuitos, a demanda supera a capacidade, já que os recursos são limitados e dependem, em grande parte, de quem pode pagar pelos serviços.
Estrutura pronta
O hospital veterinário foi construído com investimento inicial de R$ 8 milhões e entregue ao município em agosto de 2025. Após sofrer depredações, o prédio passou por uma reforma que custou mais R$ 1,3 milhão, elevando o total investido para quase R$ 10 milhões.
Localizada no bairro José Sampaio, na zona norte, a unidade integra o projeto estadual e depende da prefeitura para entrar em funcionamento, por meio da contratação de uma organização social responsável pela gestão.
Apesar da estrutura pronta, o local permanece fechado, o que aumenta a insatisfação de quem atua diretamente na causa animal e da população que aguarda atendimento público veterinário.
Promessa maio
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, a etapa de licitação para definição da entidade gestora foi concluída recentemente. Agora, resta a finalização da documentação para emissão da ordem de serviço.
Após essa etapa, a empresa terá prazo de 30 dias para iniciar os atendimentos. A previsão oficial é que o hospital veterinário esteja em funcionamento até o fim de maio, conforme cronograma apresentado pela gestão municipal.
Até lá, ONGs seguem sobrecarregadas e reforçam a importância do serviço público para ampliar o atendimento e garantir assistência aos animais em situação de vulnerabilidade.



