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Mortalidade materna segue desafio no Brasil apesar de avanços na saúde da mulher

Especialista alerta para importância do pré-natal e da informação no Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher
materna
Africa images / Canva

A mortalidade materna ainda é um desafio no Brasil, apesar dos avanços nos serviços de saúde e no acesso à informação. Nesta quinta-feira (28), quando são celebrados o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, especialistas reforçaram a importância da prevenção, do pré-natal e da capacitação dos profissionais de saúde para reduzir os índices de mortes evitáveis.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030. No entanto, a ginecologista Gianny Bordin avalia que o Brasil ainda enfrenta dificuldades para atingir esse objetivo.

Durante entrevista à CBN Ribeirão, a médica destacou que cerca de 93% das mortes maternas registradas poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce, adesão ao pré-natal e atendimento adequado às gestantes.

Pré-natal

De acordo com a especialista, a principal ferramenta para reduzir os casos de mortalidade materna é garantir que as mulheres realizem corretamente o acompanhamento gestacional. Ela explica que o pré-natal permite identificar alterações como hipertensão, infecções e outras complicações que podem evoluir de forma grave.

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A ginecologista também destacou que Ribeirão Preto possui uma rede estruturada para o atendimento de gestantes de alto risco, com encaminhamento para serviços especializados quando necessário. Ainda assim, ela afirma que a realidade não é a mesma em todas as regiões do país, principalmente em municípios menores e com menos recursos.

Além das questões médicas, fatores sociais também impactam diretamente os índices de mortalidade materna. Entre eles estão o uso de drogas durante a gestação, gravidez na adolescência, violência e dificuldades de acesso à informação.

Capacitação

Outro ponto destacado pela médica é a necessidade de treinamento contínuo das equipes de saúde. Segundo ela, programas de capacitação voltados para o atendimento de hemorragias graves, infecções puerperais e hipertensão já são promovidos pelo Ministério da Saúde, principalmente em cidades de menor porte.

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A especialista também chamou atenção para os riscos relacionados ao aborto ilegal e inseguro, que ainda figuram entre as causas de morte materna no país.

Para Gianny Bordin, o combate à mortalidade materna depende de ações conjuntas entre poder público, profissionais de saúde e sociedade civil. Ela ressaltou ainda o trabalho realizado por entidades assistenciais e projetos sociais que oferecem apoio a gestantes, arrecadação de enxovais, fraldas e rodas de conversa.

Mesmo com campanhas e maior acesso à informação, a médica alerta que o Brasil segue distante da meta estabelecida para 2030. Atualmente, o país registra índices entre 54 e 57 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.

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