Ribeirão Preto tem 93% de cobertura vacinal contra o vírus sincicial respiratório (VSR) entre as gestantes. A vacina, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da 28ª semana de gravidez, permite que a mãe transfira anticorpos ao bebê e ajude a protegê-lo contra infecções que podem provocar quadros graves de bronquiolite.
Além da vacinação das gestantes, o SUS disponibiliza um anticorpo monoclonal para bebês prematuros e crianças com determinadas condições de saúde. Uma ferramenta digital do Ministério da Saúde permite acompanhar a aplicação do produto e identificar crianças que ainda precisam receber a proteção.
Segundo Luzia Márcia Romanholi Passos, subsecretária de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, o painel ajuda as equipes municipais a monitorar os nascimentos e verificar se algum bebê deixou de receber o anticorpo após a alta hospitalar.
Proteção dos bebês
O anticorpo monoclonal é aplicado em dose única. Para os bebês prematuros, a aplicação pode ser feita desde o nascimento, inclusive fora do período de maior circulação do vírus.
Já as crianças com comorbidades, como cardiopatias, síndrome de Down e problemas respiratórios, recebem o produto durante a sazonalidade do VSR, que vai de fevereiro a 31 de agosto.
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Em Ribeirão Preto, uma unidade de saúde foi definida para realizar a aplicação. A ferramenta digital ajuda a acompanhar quantos bebês nasceram, quantos receberam o anticorpo e se há crianças que ainda precisam ser encaminhadas para a imunização.
“Essa ferramenta ajuda a gente a monitorar, porque às vezes o bebê nasce bem, vai ficar pouco tempo no hospital e não dá tempo de a equipe aplicar o anticorpo lá dentro. Aí essa criança tem alta e depois deve procurar a unidade de saúde que o município elencou”, explicou Luzia.
O direito à proteção também contempla prematuros nascidos em maternidades particulares. Segundo a subsecretária, a medida é universal e deve ser observada pelos serviços de saúde.
Circulação do vírus
Apesar das estratégias de prevenção, o VSR continua circulando em Ribeirão Preto. Até o momento da entrevista, a cidade havia registrado seis mortes associadas a infecções respiratórias graves causadas pelo vírus. Nenhuma das vítimas era criança; os óbitos ocorreram principalmente entre idosos com 80 anos ou mais.
A bronquiolite provocada pelo VSR é uma das principais causas de internação de bebês, inclusive em unidades de terapia intensiva (UTI). Por isso, a subsecretária reforçou a importância de manter a atenção à prevenção e à proteção dos grupos mais vulneráveis.
Vacinação de gestantes
A vacina contra o VSR está disponível pelo SUS para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Ela não é a mesma vacina contra a gripe e tem como objetivo estimular a produção de anticorpos na mãe, que são transferidos ao bebê.
Na rede particular, também há vacina contra o vírus para idosos. Até o momento da entrevista, porém, essa imunização não estava disponível para esse público pelo SUS.
Luzia destacou que a cobertura de 93% entre as gestantes em Ribeirão Preto é um resultado positivo, mas reforçou a importância de que todas as mulheres elegíveis procurem a vacinação.
A proteção materna e a aplicação do anticorpo monoclonal nos bebês são estratégias diferentes e complementares para reduzir o risco de infecções graves pelo vírus sincicial respiratório.



