A variação de temperatura, o tempo seco, a poeira, a poluição, a fumaça e o aumento da presença de pólen no ar podem agravar sintomas de doenças respiratórias durante a primavera. Segundo a médica pneumologista pediátrica Alessandra Schneider, a mudança entre períodos de frio e calor é um dos fatores que mais provocam impactos nas vias aéreas.
A baixa umidade também pode ressecar as vias respiratórias e prejudicar pessoas que já têm doenças como asma e rinite, além de favorecer o surgimento de sintomas em quem não apresenta problemas respiratórios. A médica orienta que alguns cuidados dentro de casa podem ajudar a reduzir os impactos.
Entre as medidas estão a higiene nasal, a limpeza frequente de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia e, em períodos de estiagem, o uso de umidificador por algumas horas antes de dormir.
Alergia ou infecção
De acordo com Alessandra Schneider, quadros alérgicos costumam ocorrer em pessoas que já apresentam predisposição, como rinite ou asma alérgica. Poeira, ácaros, pelos de animais e pólen podem funcionar como gatilhos.
Os sintomas alérgicos tendem a ser mais persistentes e podem variar ao longo do dia, com maior intensidade no início da manhã e no fim da noite. Já os quadros infecciosos, como resfriados, costumam surgir de forma mais aguda e normalmente podem vir acompanhados de febre.
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A médica explica que pessoas que nunca tiveram alergia também podem apresentar sintomas relacionados ao pólen durante a primavera. Crises de espirros e tosse frequente devem ser investigadas por um pneumologista ou alergista.
Cuidados em casa
A fumaça e os poluentes podem atingir as mucosas das vias aéreas, especialmente quando o ar está seco. Segundo a pneumologista, a baixa umidade prejudica o funcionamento natural do sistema de defesa respiratório, o que pode aumentar coriza, tosse e sensação de ardência no nariz.
Pessoas com asma e bronquite crônica podem apresentar mais falta de ar nessas condições. A orientação é manter a higiene nasal e os ambientes adequados. Durante períodos de estiagem, a médica também cita o uso de umidificador por duas ou três horas antes de dormir.
A limpeza de cortinas, tapetes e bichos de pelúcia deve ser frequente, e não apenas durante determinada época do ano. Esses objetos podem acumular poeira e ácaros, que são alérgenos para as vias respiratórias.
Sinais de alerta
A pneumologista alerta que qualquer falta de ar deve ser avaliada por um médico, tanto em crianças quanto em adultos. Respiração muito ofegante, sinais de esforço para respirar, febre persistente e sonolência excessiva também indicam a necessidade de atendimento.
Para quem tem asma ou outra doença respiratória crônica, o acompanhamento médico contínuo é fundamental. A especialista ressalta que é comum o paciente interromper o tratamento por conta própria após apresentar melhora, mas os sintomas podem voltar quando a doença não está devidamente controlada.
Segundo Alessandra Schneider, não interromper medicamentos de uso contínuo sem orientação médica é essencial para a saúde respiratória.



