Uma falha no painel elétrico responsável pelo acionamento das bombas de drenagem provocou a interdição do túnel que liga as avenidas Independência e Presidente Vargas, no entroncamento com a Avenida 9 de Julho, em Ribeirão Preto. O local já foi reaberto após o reparo do equipamento.
Segundo o secretário adjunto de Infraestrutura e Zeladoria, Gabriel Zucoloto, o túnel foi construído com três bombas para retirar a água que aflora do lençol freático abaixo da estrutura. O sistema direciona a água para um reservatório, de onde ela é escoada para outro local.
O problema registrado na semana passada não ocorreu nas bombas, mas no painel eletrônico que comanda o sistema. Com a falha, as três bombas deixaram de funcionar simultaneamente, provocando o acúmulo de água na casa de máquinas. Para realizar o reparo, foi necessário interditar o túnel e retirar o equipamento.
Sistema de drenagem
Zucoloto explicou que as três bombas funcionam de forma intermitente. Duas são acionadas conforme a necessidade e uma permanece como reserva, sendo ativada automaticamente quando necessário. A falha no painel, porém, impediu o funcionamento de todo o sistema.
Após o conserto do painel, as bombas foram recolocadas e passaram por testes. De acordo com o secretário, o sistema voltou a fazer a sucção da água normalmente. Ele afirmou que, quando ocorre uma falha nas máquinas, a interdição é necessária para evitar danos aos equipamentos e realizar a manutenção.
Leia também
A Prefeitura estuda alternativas para evitar novas interrupções, mas uma mudança no sistema de drenagem exigiria uma obra mais complexa, já que o projeto original do túnel prevê a utilização das bombas.
Chuva e drenagem
O secretário afirmou que as chuvas não têm causado problemas no túnel porque o volume de água que chega ao local é compatível com a capacidade das galerias e bocas de lobo. Segundo ele, a Prefeitura tem realizado a limpeza desses pontos de forma preventiva.
O principal problema, de acordo com Zucoloto, está relacionado à água subterrânea que aflora no local. Durante a construção do túnel, foi identificado o afloramento de água proveniente do lençol freático, o que levou à instalação das bombas previstas no projeto.



